O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a Brasília nesta semana com a necessidade imediata de avaliar mudanças no primeiro escalão do governo. Dois ministros centrais da Esplanada, Ricardo Lewandowski, da Justiça, e Fernando Haddad, da Fazenda, já comunicaram ao presidente o desejo de deixar seus cargos ainda no início de 2026.
Ricardo Lewandowski sinalizou que pretende deixar o Ministério da Justiça ainda em janeiro, de preferência até o fim desta semana. Segundo interlocutores da pasta, o ministro informou sua decisão aos secretários no fim do ano passado. Entre os motivos estariam o desgaste com pautas sensíveis, a falta de apoio político do Planalto em algumas agendas e dificuldades de diálogo com o Congresso, especialmente em temas como a PEC da Segurança Pública.
Apesar de técnicos defenderem sua permanência até a conclusão da tramitação da PEC, a saída de Lewandowski reacendeu, dentro do PT, a discussão sobre a divisão do ministério em duas pastas — Justiça e Segurança Pública — como forma de responder a uma das áreas que lideram as preocupações do eleitorado, segundo pesquisas recentes.
Já Fernando Haddad comunicou a Lula que deseja deixar o Ministério da Fazenda até fevereiro. O ministro avalia novos projetos políticos e tem sido citado tanto como possível coordenador da campanha de reeleição do presidente quanto como eventual candidato ao governo de São Paulo ou ao Senado. Na Fazenda, a expectativa é que o secretário-executivo Dario Durigan assuma o comando da pasta de forma interina.
Antes mesmo da saída oficial de Haddad, a equipe econômica já passou por ajustes, como a saída do secretário de Reformas Econômicas, Marcos Barbosa Pinto, movimento interpretado por aliados como um sinal de que o ciclo da agenda reformista do início do governo se aproxima do fim. Com isso, a volta de Lula ao Planalto ocorre em meio a um cenário de reorganização política e administrativa, com impacto direto na condução do governo em um ano pré-eleitoral.










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