Hugo Motta e Davi Alcolumbre não participam de ato pró-democracia no 8 de Janeiro

Pelo terceiro ano consecutivo, os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado optaram por não participar do ato oficial em memória dos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP) não estarão presentes na cerimônia organizada pelo governo federal nesta quinta-feira (8), no Palácio do Planalto, que marca a defesa da democracia e das instituições.

A ausência ocorre em meio a um ambiente de tensão entre o Congresso e o Executivo, especialmente diante da expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vete o projeto aprovado pelo Legislativo que concede anistia ou reduz penas de envolvidos nos atos golpistas. Apesar disso, aliados do governo afirmam que a decisão dos presidentes das Casas não está diretamente ligada ao possível veto presidencial.

Desde 2024, quando o primeiro ato foi realizado no Congresso Nacional, a participação da cúpula do Legislativo tem sido marcada por ausências. Em 2025, a cerimônia aconteceu no Planalto e também não contou com a presença dos então presidentes da Câmara e do Senado. Em 2026, além da falta de Motta, Alcolumbre também optou por não comparecer, alegando compromissos em seu estado durante o recesso parlamentar.

Para parlamentares governistas, a repetição das ausências evidencia a dificuldade de consolidar uma frente política ampla de rechaço aos ataques golpistas. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, avalia que há uma tentativa de equilíbrio político com setores bolsonaristas, já que tanto Motta quanto Alcolumbre foram eleitos com apoio de parlamentares alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os ataques de 8 de janeiro tiveram como primeiro alvo o Congresso Nacional, onde centenas de equipamentos foram destruídos e obras de arte danificadas. Somados os prejuízos ao Congresso, ao Supremo Tribunal Federal e ao Palácio do Planalto, os danos materiais ultrapassaram dezenas de milhões de reais. Mesmo com o esvaziamento político, o governo mantém o ato como um gesto simbólico de reafirmação do Estado Democrático de Direito.


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