A condução do inquérito que investiga fraudes no Banco Master pelo ministro Dias Toffoli tem gerado incômodo em parte dos integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). Nos bastidores, ministros discutem alternativas para reduzir o desgaste à imagem da Corte diante da repercussão negativa das decisões recentes do magistrado.
Diante do cenário, o presidente do STF, Edson Fachin, antecipou o retorno de férias para articular uma saída institucional e tentar conter a crise. Entre as possibilidades debatidas está o envio da investigação para a primeira instância, sob o argumento de que ainda não há provas consistentes contra o deputado João Carlos Bacelar, cuja citação levou o caso ao Supremo.
A avaliação de ministros ouvidos é de que a remessa poderia aliviar a pressão sobre o Tribunal e mantaria válidas as decisões já tomadas. Toffoli, porém, sustenta que a medida seria precipitada e que é necessário aguardar o avanço das apurações para confirmar ou descartar indícios contra o parlamentar, evitando riscos de nulidade futura.
Apesar das críticas internas, Toffoli conta com o apoio de ministros como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, que defendem a atuação do colega. O ministro também já sinalizou que não pretende deixar a relatoria do inquérito, afirmando não haver motivos legais para se declarar impedido ou suspeito, o que poderia levar à anulação de todos os atos já praticados no processo.









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