Em 13 dias, Justiça cearense condena cinco homens por assassinatos de mulheres

Foto: Reprodução/O POVO

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Cinco homens foram condenados por assassinatos de mulheres em 13 dias, entre os dias 12 e 25 de maio, pelo Judiciário cearense. Os casos foram julgados pelo Tribunal Popular do Júri, que tem a atribuição para julgar crimes dolosos (com intenção) contra a vida, sendo eles tentados ou consumados.

Relembre cada um dos cinco crimes

Motorista mata estudante universitária

Efigênia Soares foi morta e teve o corpo queimado pelo namorado
Efigênia Soares foi morta e teve o corpo queimado pelo namorado (Foto: reprodução/Facebook )

No dia 13 de janeiro de 2021, a estudante de fisioterapia Maria Efigênia Soares, de 28 anos, foi brutalmente morta, após o motorista de aplicativo Wando Cordeiro Vasconcelos, de 35 anos, não concordar com a gravidez da mulher. Wando atraiu a vítima para uma conversa particular sobre a sua gestação e matou a vítima asfixiada, incendiando o corpo em seguida. O motorista ocultou o corpo próximo a BR-116, na cidade de Chorozinho.

Ele foi condenado, no dia 12 de maio, a 29 anos de prisão em regime incialmente fechado pelos crimes de aborto e ocultação de cadáver. O veredito saiu após quase nove horas de sessão do Conselho de Sentença da 5° Vara do Júri da Comarca de Fortaleza.

Homem mata esposa no local de trabalho da vítima

Emanuelly Vasconcelos Sampaio foi morta a tiros em seu local de trabalho pelo seu esposo, Isac Ângelo dos Santos Filho, no bairro Henrique Jorge, em Fortaleza, no dia 30 de março de 2019. Conforme o Ministério Público, o casal havia rompido, justamente, após agressões físicas. O homem, então, passou a ameaçá-la de morte. Emanuelly chegou a receber uma ligação informando que o ex-marido estava indo matá-la, mas, enquanto a Polícia era acionada, Isac conseguiu invadir o local e cometeu o crime. Os dois tinham um filho de 9 anos.

Isac foi considerado culpado, no dia 19 de maio, pelo Conselho de Sentença da 2ª Vara do Júri de Fortaleza e condenado a 16 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, com motivação torpe, utilização de meio cruel e feminicídio.

Mulher é morta em sua casa na frente de seus dois filhos

Maria Rosemeire de Santana foi assassinada em sua casa pelo ex-marido na frente dos dois filhos do casal, em Juazeiro do Norte, em 2019. Severo Manoel Dias Neto, segundo apontado no processo, não aceitava o fim do relacionamento e cometeu o crime. O caso foi acompanhado pelo Ministério Público e todas as teses construídas pelo órgão estadual foram acatadas pelo Tribunal do Júri.

O homem foi condenado a 23 anos de reclusão pelo crime de feminicídio em julgamento do Tribunal do Júri da Comarca de Juazeiro do Norte, no último sábado, 21.

Cinto de segurança foi usado como arma para asfixia

A vítima ficou desaparecida por quatro dias
A vítima ficou desaparecida por quatro dias (Foto: FOTO: Reprodução/SSPDS )

Maria Luciene da Silva Monteiro, de 38 anos, foi vítima de feminicídio, quando ela vivia um relacionamento abusivo. O então companheiro, Francisco Hélio Batista Araújo, 47 anos, era “ciumento, possessivo e cerceava sua liberdade”, conforme a delegada responsável pelo caso, Arlete Silveira, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Francisco Hélio já tinha passagem na Polícia por conta de violência doméstica cometida contra outra ex-companheira, no Rio Grande do Norte. Ele matou Luciene utilizando o cinto de segurança do próprio veículo e pediu ajuda de um amigo, Antônio Vanderlei Ferreira, para esconder o corpo da mulher. Hélio foi condenado a 21 anos e quatro meses de reclusão, no regime inicialmente fechado, em sessão do Tribunal do Júri da Comarca de Caucaia nesta terça-feira, 22.

Após meses de fuga, “Zé do Valério” foi preso por matar estudante universitária

 Zé do Valério foi condenado a prisão em regime fechado por 30 anos
Zé do Valério foi condenado a prisão em regime fechado por 30 anos (Foto: Reprodução/WhatsApp)

 

A estudante universitária Daniele de Oliveira Silva, de 20 anos, foi assassinada no dia 24 de abril de 2019, em Pedra Branca, pelo vaqueiro José Pereira da Costa, conhecido como Zé do Valério. No dia do crime, por volta das 12 horas, o denunciado teria constrangido a vítima mediante violência e grave ameaça, a ter conjunção carnal e prática de atos libidinosos, matando-a cruelmente.

Considerado psicopata, o homem driblou as forças de segurança do Estado por quase três meses. Zé do Valério foi condenado a prisão em regime fechado por 30 anos, 1 mês e 15 dias, em julgamento realizado nesta quarta-feira, 25, pelos crimes de estupro e homicídio.

Fonte: O POVO

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