Após dois anos, réus da tragédia que deixou 14 mortos em ataque a banco em Milagres-CE ainda não foram julgados

Foto: Carro em que vítima estava junto com criminosos foi atingido por diversos tiros em Milagres, no Ceará — Foto: Antônio Rodrigues/DN

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O caso deixou 14 pessoas mortas durante um assalto a banco na cidade da Região do Cariri, mas dois anos depois sem julgamento.

Após dois anos da tragédia em Milagres, na Região do Cariri, os 20 réus por homicídio doloso ou fraude processual ainda não participaram de audiência na Justiça, assim como não foram pronunciados e nem julgados. No dia 7 de dezembro de 2018, 14 pessoas foram mortas durante um assalto a banco na cidade.

Do total de réus, 19 policiais militares que atuaram na ocorrência apresentaram defesa preliminar. Apenas o vice-prefeito do município, Abraão Sampaio de Lacerda, ainda não formalizou a sua posição sobre o ocorrido. Este último disputou o pleito de 2020, mas foi derrotado nas urnas.

O tenente-coronel Cícero Henrique Beserra Lopes, suspeito de modificar a cena do crime, chegou a pedir a suspensão dos efeitos do afastamento imposto pela Controladoria Geral de Disciplina para voltar ao trabalho. Essa foi a última movimentação no processo, mas o Tribunal de Justiça do Ceará negou.

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) apontou em nota a “complexidade do processo”, que tem mais de 3 mil páginas, como justificativa. Para o TJ, “apenas após a apreciação de todos os recursos cabíveis, se for mantido e decidido que o processo deverá seguir para a competência do Tribunal de Júri, o Juízo da Vara Única de Milagres irá deliberar por pronunciar os réus ou proferir outra decisão cabível conforme a prova produzida sob o crivo do devido processo legal, ampla defesa e do contraditório”.

Esperança de julgamento

 

Para Cláudia Magalhães, viúva de João Magalhães e mãe de Vinicíus, mortos pela PM do Ceará, junto aos tios Cícero Tenório e Claudineide Campos, e do primo Gustavo, a esperança é que o processo seja julgado em 2021. A família é de Serra Talhada, em Pernambuco.

A partir deste mês de dezembro, Cláudia e o filho João Victor passarão a receber do Estado do Ceará uma pensão de R$ 1.500, cada. O pagamento deveria ter iniciado em outubro, segundo determinação judicial. Por causa do atraso de dois meses, o Estado deverá arcar ainda com multa, cujo valor não foi repassado.

Já conforme a jovem Stefani Tenório, que teve os pais Cícero e Claudineide e o irmão Gustavo mortos, a primeira audiência está prevista para março de 2021. O advogado dos familiares de Serra Talhada, Stefferson Nogueira, detalha que vai ser marcada uma audiência para ouvir testemunhos. “A novidade é essa pensão. Sabemos que não vai compensar as perdas e dores, mas pelo menos por enquanto é um lenitivo”.

Além dos pernambucanos, a cearense Edneide Laurentino, refém na tragédia, foi assassinada. Ela estava acompanhada dos pais Maria Lurilda e Genário Laurentino e o irmão Fernandes Rodrigues, que sobreviveram. A família ainda espera um amparo social e jurídico.

Fonte: G1/Ceará 

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