Enem 2018: Música conforta estudantes e ajuda a diminuir ansiedade e nervosismo no Recife

No segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), neste domingo (11), candidatos que compareceram ao Centro Universitário Brasileiro (Unibra), no bairro da Boa Vista, no Recife, relataram ter encontrado conforto na música para diminuir a ansiedade e o nervosismo antes de encarar as questões de matemática, física, química e biologia.

Fazendo o Enem pela terceira vez, Luiz Monzzaret, de 19 anos, não sai de casa sem um fone de ouvido para ouvir suas músicas preferidas no celular. Em dias de prova, uma específica não sai da cabeça do estudante. Ele ouve “West Coast”, de Lana Del Rey, como uma espécie de ritual sagrado.

ENEM 2018 - DOMINGO (11) - RECIFE (PE) - Estudante Luiz Monzzaret, de 19 anos, escuta Lana Del Rey antes de encarar as provas — Foto: Pedro Alves/G1ENEM 2018 - DOMINGO (11) - RECIFE (PE) - Estudante Luiz Monzzaret, de 19 anos, escuta Lana Del Rey antes de encarar as provas — Foto: Pedro Alves/G1

ENEM 2018 – DOMINGO (11) – RECIFE (PE) – Estudante Luiz Monzzaret, de 19 anos, escuta Lana Del Rey antes de encarar as provas — Foto: Pedro Alves/G1

“Moro em Casa Amarela [na Zona Norte] e vim para a prova no Centro ouvindo ‘West Coast’, dentro do ônibus. É uma mania que deu certo da primeira vez e eu reproduzo sempre”, disse o candidato, que não abre mão da música pop no dia a dia.

Outro estudante que utiliza a música como válvula de escape para o estresse pré-prova é Igor Guilherme, de 19 anos, que tenta uma vaga em Ciências Sociais. Para ele, que prefere o rock na hora da preparação para o Enem, a música tem um poder de distração.

“Cada canção me faz pensar numa coisa diferente e a gente sempre passa por um estresse muito grande antes da prova. Ouço músicas variadas para tentar me distrair. Sempre trago meu fone de ouvido”, explicou.

ENEM 2018 - DOMINGO (11) - RECIFE (PE) - Estudante Igor Guilherme prefere escutar rock para conter ansiedade pré-prova — Foto: Pedro Alves/G1ENEM 2018 - DOMINGO (11) - RECIFE (PE) - Estudante Igor Guilherme prefere escutar rock para conter ansiedade pré-prova — Foto: Pedro Alves/G1

ENEM 2018 – DOMINGO (11) – RECIFE (PE) – Estudante Igor Guilherme prefere escutar rock para conter ansiedade pré-prova — Foto: Pedro Alves/G1

Enquanto, para uns, a música serve como válvula de escape e, para outros, ritual de sorte, há outros que, mesmo sem se estressar com a prova, não abrem mão de escutá-la. É o caso de Sérgio Rafael, de 21 anos, que faz o Enem anualmente para se atualizar sobre os temas.

“Neste ano, também faço como apoio emocional para minha namorada. É uma prova boa, não vou dizer que gosto de fazer, mas acredito que são temas que, quando entramos em contato, trazem coisas boas para a vida. Eu sempre ouço dubstep, sempre quando estou nervoso, a música é uma constante”, disse.

ENEM 2018 - DOMINGO (11) - RECIFE (PE) - Sérgio Rafael faz o Enem para se atualizar sobre os temas das provas — Foto: Pedro Alves/G1ENEM 2018 - DOMINGO (11) - RECIFE (PE) - Sérgio Rafael faz o Enem para se atualizar sobre os temas das provas — Foto: Pedro Alves/G1

ENEM 2018 – DOMINGO (11) – RECIFE (PE) – Sérgio Rafael faz o Enem para se atualizar sobre os temas das provas — Foto: Pedro Alves/G1

Nos minutos anteriores ao fechamento dos portões do Unibra, no Centro do Recife, voluntários se reuniram com instrumentos para tocar canções de apoio para os candidatos. Eles são da igreja Verbo da Vida e também distribuíram água, canetas, abraços e orações para os estudantes que chegavam ao local.

“Cursos grandes sempre dão estrutura para os seus alunos, mas quem não tem condições financeiras não deveria ficar sem uma palavra de conforto. A gente dá uma força, uma caneta, uma canção. O estudante entra com um pouco de paz de espírito”, afirmou Mart Jupterquest, diretor do ministério de teatro da igreja.

Fonte: G1

Especialização em Arte Educação da UFBA prorroga inscrições até dia 18 de novembro; veja como se candidatar

Curso de Especialização em Arte Educação: Cultura Brasileira e Linguagens Artísticas Contemporâneas, da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia – EBA/UFBA prorrogou inscrições até o dia 18 de novembro. São 70 vagas para licenciados e graduados. Interessados devem acessar o blog: http://arteeducacaoebaufba.blogspot.com.

O processo seletivo acontece de 19 a 23 de novembro, com análise curricular e entrevista presencial. O início das aulas será em fevereiro de 2019. O curso propõe uma formação continuada voltada às práticas e teorias de arte e educação escolar, com foco em arte africana, arte indígena, manifestações culturais, políticas públicas e gestão em arte.

São 12 módulos disciplinares integrados e, ao final do curso, uma vivência de cinco dias na Vila de Igatu – Chapada Diamantina, com aulas ministradas por Griôs da região, integradas ao Programa de Intervenções Arte Educativas em Comunidades.

Com professores das áreas de Educação, Teatro, Dança, Música, Artes Visuais e Comunicação, do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências (IHAC) da UFBA, da UNEB e do IFBA, a Especialização aborda conteúdos de arte e tecnologia; saberes e herança cultural; pedagogia da performance; laboratório de expressão do corpo, ritmo e musicalidade; manifestações culturais brasileiras; identidade e diversidade cultural.

Voltado, majoritariamente, para professores, pedagogos, educadores, profissionais da educação, agentes culturais, artistas e amantes da arte, o curso tem duração de 18 meses e mais seis para orientação do TCC.

Serviço:

Especialização em Arte Educação: Cultura Brasileira e Linguagens Artísticas Contemporâneas
Inscrições: http://arteeducacaoebaufba.blogspot.com
Período: Até 18 de novembro
Valor: R$ 60,17
Processo Seletivo (análise curricular e entrevista presencial): 19 a 23 de novembro
Início das aulas: Fevereiro de 2019
Mais informações: (71) 3283-7920 / (71) 98897-4610 | arteeducacaoufba@gmail.com

Fonte: G1

Comédia sobre dificuldades de convivência entre patroa e empregada é encenada no Recife

As atrizes Nathalia Dill e Vilma Melo apresentam a peça “Fulaninha e Dona Coisa” no Teatro RioMar, no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife, neste domingo (11). O espetáculo é uma comédia sobre as dificuldades de convivência entre uma patroa e uma jovem empregada doméstica que saiu do interior para trabalhar na cidade grande.

O espetáculo começa às 19h e tem direção de Daniel Herz. Segundo o diretor, “Fulaninha e Dona Coisa” fala das diferenças de origem e da relação entre duas pessoas, ao mesmo tempo, tão ricas e distintas.

Dona Coisa, a patroa, é uma mulher moderna e independente que prefere manter distância em suas relações. Fulaninha, a empregada, se envolve em inúmeras trapalhadas e tem uma cabeça jovem e cheia de sonhos.

Os ingressos custam R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia) para a Plateia Baixa, R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia) para a Plateia Alta e R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia) para o Balcão Nobre. As entradas estão à venda na internet e na bilheteria do teatro.

Serviço

Peça “Fulaninha e Dona Coisa”

Domingo (11), às 19h

Teatro RioMar, no 4º piso do RioMar Shopping – Avenida República do Líbano, 251, Pina – Recife

Ingressos à venda pela internet e na bilheteria do teatro:

  • Plateia Baixa: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia)
  • Plateia Alta: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia)
  • Balcão Nobre: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)

Fonte: G1

Enem 2018: Pernambuco tem mais de 307 mil inscritos

O segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)ocorre neste domingo (11), em todo o Brasil. Pernambuco conta com 307.320 candidatos inscritos. No estado, os portões abrem às 11h e fecham às 12h do horário local, devido ao horário de verão.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Recife é a cidade com maior número de candidatos em Pernambuco, reunindo 71.442 inscritos. Em seguida vem Petrolina, no Sertão, com 17.466 pessoas.

Em terceiro lugar no estado, está Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana, com 15.207 candidatos. No Agreste, Caruaru tem 13.865 inscritos. No dia 4 de novembro, o primeiro dia de provas do Enem, 77.137 estudantes faltaram em Pernambuco, o que equivale a um índice de abstenção de 25,1%.

O Grande Recife Consórcio de Transporte reforçou 22 linhas de ônibus, com 32 veículos e 260 viagens a mais na Região Metropolitana neste segundo dia de provas. Além disso, a Ciclofaixa de Turismo e Lazer não funciona neste domingo (11).

O número de candidatos do Enem 2018 em Pernambuco é menor que o registrado em 2017, quando 371.622 pessoas se inscreveram para responder as questões do exame no estado. Em 2016, Pernambuco teve 430.684 inscritos.

Fonte: G1

Supremo julgou só um de seis temas polêmicos da reforma trabalhista

Um ano após a reforma trabalhista do governo Michel Temer, de seis temas levados ao STF (Supremo Tribunal Federal), em 29 ações, apenas um já foi julgado.

Em junho, os ministros decidiram pela constitucionalidade do fim do imposto sindical obrigatório. De uma vez, a corte eliminou as controvérsias apresentadas em 20 ações.

Ainda estão pendentes, porém, nove processos.

 

Eles tratam da gratuidade da Justiça, da definição do valor do pedido no processo, da correção das ações trabalhistas pelo índice da poupança em vez da inflação, do contrato intermitente e também do trabalho de gestante e lactante em ambiente insalubre.

Esses casos ainda não têm data de julgamento. Segundo a assessoria do STF, o presidente da corte, Dias Toffoli, não definiu a pauta de 2019.

Só o processo contra o trabalho intermitente, ajuizado pela Fenepospetro (federação dos trabalhadores de postos de combustíveis), está pronto para julgamento. O caso está sob relatoria de Edson Fachin.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) já deu parecer pela constitucionalidade desses contratos, nos quais os funcionários recebem pelas horas trabalhadas.

A modalidade é especialmente atrativa para os setores de serviço e comércio, mas advogados dizem que empresas ainda se sentem inseguras para aderir.

Na ação, a Fenepospetro argumenta que a possibilidade de firmar um contrato sem estabelecer carga horária e, consequentemente, salário viola incisos do artigo 7º da Constituição sobre direitos dos empregados, como a duração de trabalho não superior a 8 horas diárias e 44 horas semanais.

“Há na lei federal a previsão de contrato intermitente para o trabalhador portuário avulso, o que se fez foi estender uma norma específica para as demais categorias. A tendência é que o tribunal acolha a modalidade”, diz Maurício Tanabe, professor da FGV e sócio do Campos Mello Advogados.

Mais difícil de prever o desfecho, no entanto, deve ser o julgamento de uma ação da PGR sobre a Justiça gratuita. Ela já começou a ser julgada, mas foi suspensa por pedido de vista do ministro Luiz Fux.Esse é considerado o processo mais importante por especialistas.

Os artigos contestados na ação, ajuizada pelo então procurador-geral Rodrigo Janot, impõem pagamentos de honorários de sucumbência e periciais caso o trabalhador seja derrotado, mesmo que ele seja beneficiário da Justiça gratuita, cujo acesso é garantido pela Constituição.

Uma declaração de inconstitucionalidade, pelo STF, desses dispositivos da CLT pode levar ao aumento das ações na Justiça, dizem advogados.

A queda nos processos é uma das marcas da reforma. De dezembro de 2017, primeiro mês completo da lei em vigor, a setembro, o volume de novos processos nas varas caiu 38%.

O novo texto ampliou o escopo de usuários em potencial da Justiça gratuita. O benefício pode ser dado a quem recebe salário de até 40% do teto do INSS, equivalente a R$ 2.258,32 hoje. Antes, o benefício se destinava a quem tivesse salário de até o dobro do mínimo (R$ 1.908).

Mas a lei passou a exigir também comprovações de que o trabalhador não consegue arcar com as custas do processo.

O novo texto incluiu também uma determinação que só permite à reclamante que não justifica ausência em audiência entrar com nova ação contra o empregador se quitar o pagamento das custas do processo anterior.

Na ação, a PGR alega que as novas regras dificultam o acesso à Justiça gratuita e “inviabilizam o trabalhador economicamente desfavorecido de assumir riscos naturais da demanda trabalhista”.

Fernando Lima Bosi, advogado da área trabalhista do Machado Meyer, diz que não eram exceções os casos de pessoas com salários mais elevados que entravam com pedido de gratuidade, mas pondera que a “punição” para o reclamante que falta à audiência pode sim significar uma limitação do acesso à Justiça gratuita.

“O entendimento que temos é que a maioria dos ministros deve considerar a norma constitucional, mas com alguma limitação, como o próprio [Luís Roberto] Barroso indicou.”

Barroso é o relator no processo no STF e acatou parcialmente os argumentos da PGR. Votou pela constitucionalidade dos pontos da reforma que restringem o acesso à gratuidade na Justiça do Trabalho, mas sugeriu critérios para limitar os pagamentos por parte dos beneficiários.

Edson Fachin, o segundo a votar, defendeu a procedência total do pedido da PGR.

Ricardo Pereira de Freitas Guimarães, professor da PUC-SP, diz que decisões no STF uniformizam o encaminhamento de questões em outras instâncias do Judiciário.

“Melhor seria que as decisões fossem aos poucos sendo construídas dentro da Justiça do Trabalho pela jurisprudência, mas o Supremo vem sendo provocado em diversos temas e não pode se calar diante disso.” Com informações da Folhapress.

Fonte: notícias ao minuto