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Dólar e Bolsa recuam no aguardo de novo presidente do BC dos EUA

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A Bolsa brasileira e o dólar fecharam em leve queda nesta quarta-feira (1º). O dólar comercial recuou 0,21%, para R$ 3,266. O dólar à vista caiu 0,43%, cotado a R$ 3,265. O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas da Bolsa, teve queda de 0,65%, para 73.823 pontos. O volume negociado foi de R$ 9,9 bilhões.

“[O presidente Donald] Trump disse hoje que deve escolher amanhã o novo presidente do Fed. O mercado está tentando se proteger um pouco dessa situação, por isso as quedas”, afirmou Régis Chinchila, analista da Terra Investimentos.

O presidente Donald Trump afirmou nesta quarta que deve anunciar na quinta (2) o substituto de Janet Yellen, cujo mandato à frente do banco acaba em fevereiro.

Após o fechamento do mercado, o jornal “The Wall Street Journal” publicou, citando uma pessoa familiarizada com o assunto, que a Casa Branca notificou o diretor do Fed Jerome Powell sobre a intenção de Trump de nomeá-lo como o próximo presidente do banco central.

Powell tem perfil menos conservador do que o economista da Universidade de Stanford John Taylor, que também faz parte da lista de candidatos de Trump e alimentou temores de que o Fed poderia elevar os juros mais do que o esperado.Taxas mais elevadas nos EUA tendem a atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados hoje em outros países, como o Brasil.

“Taylor tem um perfil mais expansionista. Na teoria, os juros sob sua gestão seriam maiores, e isso preocupa o mercado de emergentes. Se Powell for escolhido, a tendência é que os mercados se recuperem na sexta”, disse Chinchila. A expectativa pela nomeação acabou ofuscando em parte o anúncio de que o Fed manteve, nesta quarta, os juros na faixa de 1% a 1,25%, como já era esperado.

O que o mercado busca, na verdade, no anúncio do Fed são sinais dos próximos passos da autoridade monetária. O banco ressaltou o sólido crescimento econômico do país e o fortalecimento no mercado de trabalho, enquanto minimizou o impacto dos recentes furacões nos Estados Unidos, sinalizando que está no caminho para aumentar a taxa em dezembro.”Ainda assim, para o mercado, isso é pouco válido no momento, porque, no fim, vai depender da escolha do novo presidente”, completou Chinchila.

O Fed elevou os juros duas vezes desde janeiro e prevê atualmente mais um aumento até o fim do ano como parte do ciclo de aperto monetário que começou no final de 2015. No pano de fundo, há ainda o temor pela reforma tributária. “Trump é a favor de um corte agressivo [de impostos] e quer fazer isso de uma vez. Alguns políticos estão tentando lançar a ideia de que possa ser feito gradualmente, o que o próprio presidente descartou”, disse Chinchila.

Em um tuíte na noite de terça (31), Trump disse que os republicanos “estão trabalhando duro (e tarde) em direção ao corte massivo de tributos que eles sabem que você merece. Esses [cortes] serão os maiores da história!” Prevê-se uma proposta de redução na taxa de imposto de renda corporativo de 20% a 35% e eliminação do imposto estadual pago pelos contribuintes mais ricos em dois ou três anos.

“A reforma tributária, que é basicamente corte de impostos, tende a prever ainda repatriação de lucros das empresas no exterior. Se ela passa, haveria um enxugamento de dólares pelo mundo”, afirmou Cleber Alessie, operador de câmbio da HCommcor.

Kevin Brady, presidente do comitê legislativo, afirmou nesta quarta que, após consulta a Trump, a publicação da proposta de lei sobre o assunto foi adiada para quinta. Na Casa Branca, Trump disse que gostaria que o Congresso aprovasse a reforma tributária até o feriado de ação de graças nos EUA, em 23 de novembro.

No contexto brasileiro, o cenário político segue limitando as tentativas de melhora do mercado acionário, conforme investidores aguardam alguma indicação sobre o andamento da agenda de reformas do governo, principalmente a da Previdência.

“A política está muito travada. O [ministro da Fazenda, Henrique] Meirelles continua falando que a reforma da Previdência vai sair, mas o mercado está travado”, disse Chinchila.

BOLSA

Das 59 ações do Ibovespa, 40 caíram e 19 subiram. A maior alta (+3,56%) foi para a MRV Engenharia, com os papéis a R$ 13,10. As ações ordinárias Vale subiram 2,24%, para R$ 32,82, após cinco pregões seguidos de queda e em dia de ganho para os contratos futuros do minério de ferro na China. Os papéis preferenciais tiveram alta de 2,52%, a R$ 30,49.As ações preferenciais da Petrobras subiram 0,77%, e as ordinárias, 0,69%, mantendo o viés positivo apesar da mudança de rumo nos preços do petróleo no mercado internacional, que fecharam no vermelho.

A Eletrobras liderou as quedas, com as ações ordinárias recuando 5,9%, e as preferenciais, 6,08%, tendo como pano de fundo a informação de que o governo federal deve optar por um projeto de lei para viabilizar a privatização da estatal elétrica, ao invés de uma medida provisória, conforme previsto anteriormente.

Os papéis do Bradesco, que divulgou balanço nesta quarta, também caíram. As ações preferenciais recuaram 3,11%, e as ordinárias, 2,68%. Ainda no setor financeiro, os papéis do Itaú caíram 1,71%. As ações do Banco do Brasil se desvalorizaram 1,28%. As units (conjunto de ações) do Santander Brasil fecharam com alta de 1,61%. Com informações da Folhapress.

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