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Mulher leva facadas na cabeça e nos braços e família diz que marido é suspeito

Hospital Getúlio Vargas, localizado no bairro do Cordeiro, no Recife (Foto: Arquivo/G1)

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Hospital Getúlio Vargas, localizado no bairro do Cordeiro, no Recife (Foto: Arquivo/G1) Hospital Getúlio Vargas, localizado no bairro do Cordeiro, no Recife (Foto: Arquivo/G1)
Hospital Getúlio Vargas, localizado no bairro do Cordeiro, no Recife (Foto: Arquivo/G1)

Uma mulher de 27 anos foi esfaqueada na cabeça e nos braços, na madrugada desta sexta-feira (8), no bairro da Iputinga, na Zona Oeste do Recife. De acordo com informações repassadas pelos familiares aos policiais que estavam de plantão no Hospital Getúlio Vargas (HGV), no Cordeiro, na mesma região da cidade, o principal suspeito é o marido da vítima. Ele fugiu em seguida.
A mulher deu entrada no HGV às 7h53 desta sexta. Atendida na emergência, foi levada para o setor de traumas. Como o corte na cabeça era muito profundo, ela precisou ser transferida ao Hospital da Restauração (HR), no Derby, na área central da capital pernambucana, unidade especializada em ferimentos desse tipo.
No boletim registrado no posto policial do HGV, a mãe da vítima contou que o o crime aconteceu enquanto o casal estava bebendo na residência. Ela informou também que o marido da mulher esfaqueada é um ex-presidiário.
Segundo o depoimento, o homem já tinha agredido a esposa outras vezes. Em uma ocasião, conforme o o relato da mãe da vítima, o suspeito chegou até a ameaçar cortar as pernas da esposa.
Lei
Na segunda-feira (4), o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), assinou um decreto que substitui a nomenclatura ‘crime passional’ e institui o termo ‘feminicídio’ nos boletins de ocorrência que se referem a registros de homicídios contra mulheres no estado. A partir da mudança, os assassinatos cometidos por companheiros, ex-companheiros e outros indivíduos unicamente pelo caráter de gênero passam a ser classificados como crimes hediondos.
De acordo com a administração estadual, as mulheres vítimas de homicídios motivados por questões de gênero passam, a partir do decreto, a integrar o registro do Sistema de Mortalidade de Interesse Policial (Simip) da Secretaria de Defesa Social (SDS). Ainda segundo a medida, os crimes letais que envolvem violência doméstica, familiar ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher também serão classificados como feminicídio.

Estatísticas
Entre os meses de janeiro e julho de 2017, o estado registrou 64 casos de feminicídio em Pernambuco, número que representa 1,9% dos homicídios praticados no estado. No mesmo período, foram contabilizados 1.121 casos de estupro nos 184 municípios pernambucanos. Desse total, 197 foram registrados no Recife. Ao longo do ano de 2016, foram 2.196 vítimas desse crime em todo o estado.

Fonte: G1

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