A Coreia do Norte anunciou nesta terça-feira (7) que o disparo de quatro mísseis balísticos no mar do Japão foi um teste do regimento responsável por um eventual ataque às bases dos Estados Unidos em território nipônico.
O teste, feito na manhã de segunda-feira (noite de domingo no Brasil), aconteceu a dois dias do início dos exercícios militares anuais das forças americanas e sul-coreanas e levou a novos pedidos de sanções ao regime comunista.
A agência de notícias estatal KCNA confirmou se tratar de uma retaliação. “No coração dos homens da artilharia havia o desejo ardente de retaliar sem misericórdia os belicistas que fazem seus exercícios conjuntos de guerra.”
Segundo a agência, o ditador Kim Jong-un supervisionou o teste. Horas mais tarde, o embaixador do país na ONU, Ja Song-nam, disse que os exercícios “levarão a Península Coreana e o nordeste da Ásia ao desastre nuclear”.
Para ele, o uso de submarinos e bombardeiros nucleares pelos americanos “podem levar a uma guerra real” e deixam a região “à beira de uma guerra nuclear”. O representante pediu ainda que a ONU condene os exercícios militares.
Este é o segundo teste de mísseis balísticos norte-coreano em menos de um mês. A reincidência fez com que EUA e Japão pedissem uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, que deverá acontecer na próxima quarta (8).
A intenção é aprovar novas sanções ao regime por descumprir a resolução que impede o país de realizar estes ataques. O último reforço nas punições ocorreu em novembro, dois meses depois do último teste nuclear de Pyongyang.
Outro agravante pode ser se for provado que o país produziu o gás VX, uma arma química de destruição em massa, para matar Kim Jong-nam, meio-irmão do ditador, na Malásia.
A reação à nova ameaça de Kim Jong-un foi discutida pelo presidente americano, Donald Trump, em telefonemas ao primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e ao presidente em exercício da Coreia do Sul, Hwang Kyo-ahn.
O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, condenou o que chamou de “um comportamento provocador” e disse que o país age para aumentar a segurança na Coreia do Sul, incluindo a instalação de um sistema antimísseis.
A instalação da bateria antiaérea, anunciada na semana passada por Seul e prevista para este ano, irritou a China. Em retaliação, as autoridades chinesas fecharam mais de 20 lojas de departamento do grupo sul-coreano Lotte. Com informações da Folhapress.