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Educação dos nossos filhos na pandemia: Será que reprovamos nesta prova?

Foto: Divulgação / Divulgação Adventista

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passamos do período de 60 dias de isolamento social que as autoridades nos impuseram por conta do COVID19. Só que em breve tudo voltará ao normal, ou próximo disto. Mas para quem estuda ou tem filho em idade escolar, as consequências serão um pouco mais fortes.

Já podemos ver pelo adiamento do ENEM, pela primeira vez desde sua instituição. Além disto temos um enigma sobra como será o calendário escolar e universitário nos próximos 3 anos. E sobre qual será o impacto na absorção de conhecimento pelos nossos filhos e familiares em idade escolar.

Mas em um ponto eu, particularmente, me preocupei. A maior parte dos brasileiros não estão preparados para a educação via plataforma digital. Relatarei neste artigo experiências que pude ver de perto.

Inicialmente, notou-se a falta de preparo dos estabelecimentos de ensino que não conseguiram lançar de imediato as suas plataformas digitais para seus alunos, tendo que adaptar suas metodologias de ensino e mesmo ir ao mercado comprar os meios disponíveis no mercado para dar aulas e chegar com o conteúdo aos alunos. A demora foi de mais de 30 dias, o que gerou expectativa de férias nos alunos.

Não eximirei o Ministério da Educação na sua ausência de poder de liderança para orientar com presteza osestabelecimentos de ensino nesta tarefa e de manter dialogo com a sociedade. O setor como um todo está prejudicado porque vai cumprir uma carga horária fora da planejada. Além de ter que arcar com um aumento na inadimplência que saltou de 9% para 30% em média nos estabelecimentos de ensino do Brasil.

Os professores também, infelizmente, não estavam preparados para dar aulas online. Alguns puderam observar que a matéria, na maior parte era repassada de forma similar a aula presencial, e as atividades de casa não tinham controle. Acomunicação entre aluno e professor estar bem restrita, sem canais de comunicação individual para tirar as dúvidas de maneira fácil e rápida. O país precisa de investimento em capacitação urgente dos professores com as plataformas disponíveis para educação. Até porque não estamos falando de algo do futuro: as aulas online aconteceram porque já existiam as ferramentas para uso imediato pelo sistema educacional.

Mas impressiona a falta de disciplina dos pais de alunos que não conseguem, em sua boa parte, manter os seus filhos focados nas aulas online.  Isto evidenciou o despreparo dos pais para tirar as dúvidas dos filhos em matérias que os elesestudaram no passado. Criando a expectativa negativa, como se os filhos pensassem: “Se papai e mamãe não sabem da matéria porque eu terei que aprender? “.

Tudo isto assusta porque no Brasil temos uma carga horária para ensino fundamental e médio de aproximadamente 800 horas aula/ano enquanto um estudante médio na Europa tem 1.000 horas aula/ano. Em um prazo de 10 anos de estudo, um aluno europeu estudou 2 anos a mais que o brasileiro. Isto fará diferença no futuro em um mundo cada vez mais globalizado. O resultado, em uma única matéria, línguas: lá os alunos falam pelo menos 3 línguas, e aqui mal tateamos com o aprendizado de uma segunda língua, que é universal para todas as atividades profissionais: o inglês.

Nas escolas brasileiras se restringe o uso de computadores, calculadoras para provas de matemática, laboratórios de ciência, vídeo aulas para história e saídas no campo. Temos que ser mais práticos. Usar as ferramentas disponíveis. E nunca deixar de se atualizar. Isto vale para os profissionais da área e os também para os pais.

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