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Respeitar a quarentena ou voltar a trabalhar?

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Por Paulo André Lima  Economista , Advogado OAB /CE 43.277, poliglota, MBA Direito Empresarial FGV, pós graduando Direito Tributario e Civil.

Com a medida tomada nesta semana pelo Governador Camilo Santana, muitos de nós questionamos se devemos realmente ficar em quarentena, como posto por decreto estadual ou se devemos escutar o Presidente Bolsonaro, que recomenda a volta as atividades econômicas.

Dentro de uma analise econômica, ambas opções m seus ônus e bônus.

Funciona muito como um jogo de xadrez: se continuarmos a trabalhar, a disseminação do vírus vai acontecer de forma mais rápida, teremos então mais pessoas doentes, mais leitos de hospitais serão ocupados, teremos o colapso do sistema de saúde que não vai poder receber mais doentes, e lá na frente teremos uma quarentena com proporções maiores e talvez mais caras para a economia. Motivo: não o sistema brasileiro de saúde não terá como receber nenhum doente e a maior parte das pessoas morrerão em casa mesmo.

No fim, somente vamos empurrar o problema para a frente. O próprio Presidente dos Estados Unidos voltou atrás na ideia de ser contra a quarentena por lá.

O problema é mundial, não temos respiradores artificiais, nem álcool gel, leitos de hospital (vejam os hospitais que estão sendo contruídos em estádios de futebol ou parque de eventos às pressas, no caso de Fortaleza e São Paulo, por exemplo) para atender no momento a todos os doentes que hoje estão saudáveis, mas que ainda irão para lá.

O problema é mundial. O Brasil não consegue comprar o material necessário no exterior para atender a população porque outros locais como Estados Unidos, Europa e Oceania tem mais dinheiro que nós e estão pagando mais caro aos fornecedores para atender suas populações.

A economia vai ter problemas? Vai. Só no Brasil? Não, no mundo todo. E qual o tamanho desta crise? Nenhum economista se arrisca a falar, mas será a maior crise do século.

Para se ter uma ideia, somente em março nos Estados Unidos, país que tem um dos menores desempregos do mundo, 700 mil pessoas perderam o emprego. E na semana passada, quase 7 milhões de pessoas pediram formulário para o seguro-desemprego (que lá tem outras regras). Significa que um Estado do tamanho do Ceará ficou com todas as pessoas sem emprego.

E as ajudas que o Tesouro está dando às pessoas e às empresas será cobrado em breve na forma de tributos e redução de direitos. Até porque somos nós, trabalhadores e empresários, que pagamos as contas do Governo com nossos impostos e contribuições.

Quanto menor o prejuízo agora, mais barato será para o país e para você. Portanto, vamos confiar nas autoridades e respeitar, ainda que seja doloroso pra gente, e ficar em casa. Assim podemos diminuir as consequências e perdas desta batalha contra o vírus COVID-19.

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