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O premiado espetáculo Água Doce, da Cia da Tribo de São Paulo estará Mostra SESC de Culturas Cariri

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A Cia da Tribo, grupo de teatro de São Paulo participará da Mostra SESC de Culturas Cariri e no Festival de Teatro Popular de Fortaleza com o espetáculo Água Doce, peça de teatro para toda a família, que utiliza figuras do folclore brasileiro para conscientizar o público sobre a imensidão de rios que circulam abaixo dos nossos pés, tamponados ou encanados durante um processo de urbanização desenfreada. Criada em 2018, a peça já cumpre uma trajetória de sucesso, conquistando o Prêmio APCA de Melhor Espetáculo de Rua de São Paulo e o Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem na categoria Sustentabilidade.

Até agora, o espetáculo realizou cerca de noventaapresentações em espaços próximos ou exatamente localizados acima de rios soterrados. “Com este trabalho pretendemos lançar um olhar para os nossos rios, que apesar de escondidos, continuam lá e são referências culturais”, completam os diretores Milene Perez e Wanderley Piras.

Segundo Milene, o processo de criação da peça ganhou força quando ela e Wanderley, ao realizarem uma aula de artes para crianças em um parque, tiveram um aluno que disse estar ouvindo um som de água corrente. Osprofessores levantaram uma tampa de bueiro e descobriram, junto com a turma, que abaixo deles corria um rio. “Todos nós ficamos olhando para ele e a experiência foi muito impactante, além de ter mudado a relação que aquelas crianças tinham estabelecido com os rios até então, que muitas vezes são tidos apenas como sujos ou causadores de enchentes”, conta a diretora.

A partir dessa experiência, a Cia da Tribo buscou nas lendas e costumes dos povos ribeirinhos os elementos para a criação do trabalho. Os bonecos, que representam figuras folclóricas como Iara, a Mãe do Rio; Cabeça de Cuia; Jaguarão; Pirarucu e Cobra Grande foram confeccionados pelo artista plásticoAdriano Castelo Branco a partir de materiais reutilizáveis. “Os bonecos chamam tanta atenção que até deixamos eles à mostra do público depois das apresentações, criando uma espécie de exposição ao ar livre”, diz Milene.

Os artistas da Cia do Tribo contam que mesmo com as questões sobre a preservação da natureza estarem em evidência no espetáculo, ele não se impõe como uma peça panfletária ou didática, fazendo uso da linguagem poética para que o público entenda por conta própria as questões que estão sendo tratadas. Uma das alegorias da peça é de Iara, que vive exilada na pororoca (o encontro das correntes de um rio com as águas oceânicas) e que observa como a inveja e a ganância, podem fazer mal à natureza, matando os peixes e secando os rios.

Sobre a Cia da Tribo

Fundada pelos artistas Milene Perez e Wanderley Piras, iniciou em 1996 o seu trabalho de pesquisa em teatro baseado num profundo mergulho na cultura popular. A sua linguagem cênica foi desenvolvida por meio do estudo de tradições populares, personalidades e corporeidades brasileiras. Histórias, músicas, danças e bonecos criados pelo povo em diversas regiões do país são investigados, apreendidos, recriados e trazidos à cena, construindo assim, uma teatralidade brasileira.

A Cia da Tribo é um grupo urbano, nascido numa megalópole e influenciado pela cultura popular, a contemporaneidade e o diálogo entre elas. Para ela, o regional e o urbano, bem como o passado e o presente, se encontram, atualizam memórias e transformam as possibilidades desse fazer artístico. O grupo já montou 13 espetáculos, entre eles Dois corações e quatro segredos, que refaz a viagem de Mário de Andrade pelo interior do Brasil; Pé de Vento, inspirado nos poemas de Manoel de Barros; Zabumba, baseado na festa do Bumba-meu-Boi; Quixote Caboclo, inspirado nos poemas de Patativa do Assaré; entre outras montagens que conquistaram o público e crítica com suas releituras da cultura popular, trazendo este universo para a contemporaneidade.

Entre os prêmios conquistados pela Cia da Tribo, figuram o Prêmio Coca Cola Femsa de Melhor Diretor e Figurino por Dois Corações e Quatro Segredos, os Prêmios APCA e Mambembe de Melhor Atriz por Zabumba, além da indicação ao Prêmio Mambembe por Romance, entre outros.

SINOPSE

A peça trata da relação do homem com a água doce, dando destaque aos rios brasileiros por meio do mito da Iara e de outros seres folclóricos presentes nas comunidades ribeirinhas. Com texto, cenografia, figurinos, trilha sonora e criação de bonecos originais, o espetáculo traz à tona rios, córregos e nascentes que foram esquecidos pela urbanização nas grandes cidades. A Cia da Tribo, com sua linguagem cênica voltada para a cultura popular em diálogo com a contemporaneidade, apresenta lendas e personagens brasileiros como Iara, a Mãe do Rio; Cabeça de Cuia; Jaguarão; Pirarucu; Cobra Grande, entre outros.

FICHA TÉCNICA

Texto e Direção: Milene Perez e Wanderley Piras

Atuação: Alef Barros, Geovana Oliveira, Milene Perez e Wanderley Piras

Bonecos: Adriano Castelo Branco

Fotografia: Bruno Pucci

Trilha sonora: Rogério Almeida

SERVIÇO

Água Doce

Cia da Tribo

Livre | 50 minutos

Evento gratuito

Mostra SESC de Culturas Cariri nos dias: 09/11/2019 às 17h no TERREIRO COLETIVO CAMARADAS – CRATO, 10/11/2019 às 17h na PRAÇA DA ESTAÇÃO – JUAZEIRO DO NORTE e no dia 11/11/2019 às 17h na PRAÇA PAULO DE MULUCA – BARBALHA.

Festival de Teatro Popular de Fortaleza no dia 13/11/2019 às 15h no Polo de Lazer Sargento Hermínio

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