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Hospital Albert Sabin alerta sobre riscos da ingestão de objetos por crianças

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Até os cinco anos de vida, as crianças “experimentam o mundo” pela boca. Faz parte de seu desenvolvimento “degustar” o ambiente ao seu redor e é nessa fase delicada que os pais devem redobrar os cuidados e ficarem atentos para evitar que os filhos tenham contato com objetos muito pequenos, como brinquedos, baterias ou moedas, por exemplo, para que não aconteça um acidente.

O endoscopista pediatra Paulo Sérgio Coutinho Barreto, do Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), da rede pública de saúde do Ceará, ressalta que os objetos ingeridos podem causar sintomas diversos, como dor, excesso de saliva, mal estar, sangramento. Se atingir os pulmões podem ocasionar tosse, dificuldades para respirar, entre outras coisas.

“Às vezes acontece de o objeto se acomodar e os sintomas melhorarem. Mesmo assim, os pais devem procurar atendimento, pois a melhora é passageira. Também é importante que os responsáveis tenham uma atenção redobrada, uma vez que, instintivamente, as crianças experimentam o mundo pela boca e a ingestão objetos trazem risco para a saúde dos pequenos”, explicou.

A mãe da pequena Sofia Lima Macedo, Celene Lima, passou por um susto em setembro. “Ela começou a reclamar de dor no peito, passava a mãozinha, estava inquieta e não dormia”, disse. Quando o irmão mais velho afirmou ter visto a irmã brincar com uma moeda, logo suspeito da ingestão. “Perguntei a ela se ela tinha posto a moeda na boca e ela disse que sim. Fomos direto para emergência”, contou Celene.

No Albert Sabin, Sofia fez um raio-x que confirmou a ingestão da moeda de dez centavos e a sua localização. “Foi tudo muito rápido. Depois do exame pediram a endoscopia e removeram a moeda. Nós ainda ficamos lá em observação”, disse a mãe, complementando, “eu não deixo ela ter brinquedos pequenos justamente para evitar isso”.

“No caso da Sofia, ela não tinha muitos sintomas, mas sentia dores. A moeda estava no esôfago e não causou lesões. Correu tudo bem”, disse o endoscopista Paulo Sérgio.

No mesmo mês, uma outra criança foi transferida para o Hias após ter engolido um prego. “A família era do interior do Ceará, e os pais não sabiam que ele havia ingerido um prego. Fizemos a endoscopia de imediato e localizamos o prego que estava no duodeno e, por sorte, não causou ferimentos”, contou.

Nos dois casos os pacientes ficaram bem. Paulo Sérgio explica que há a possibilidade de as crianças não apresentam sintomas e até mesmo de expelirem os objetos naturalmente. Mas sempre que houver suspeita, é preciso procurar atendimento para ser orientado. “Objetos pontiagudos podem causar perfurações, baterias podem estourar e as moedas podem causar grande incomodo. Então é preciso ficar atento”, ressaltou.

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