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Dólar mantém alta e bate R$ 4,12

Foto: reprodução G1
Foto: reprodução G1

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Após abrir em queda, o dólar mudou de rumo e opera em alta nesta segunda-feira (20), batendo R$ 4,12, de olho no cenário político local e mais conturbado e após anúncio de atuação do Banco Central no mercado de câmbio.

Às 12h53, a moeda dos Estados Unidos subia 0,32%, a R$ 4,1114. Na mínima do dia até o momento chegou a R$ 4,0782, e na máxima bateu R$ 4,1219, maior cotação intradia desde 25 de setembro (R$ 4,1414) .

No último pregão, o dólar chegou a bater R$ 4,11 e fechou a sessão em alta de 1,58%, a R$ 4,0991, no maior valor desde setembro de 2018. No ano, passou a acumular alta de 5,81%.

Atuação do Banco Central

Após o fechamento dos mercados na sexta-feira, o Banco Central anunciou que irá realizar leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) no valor de até US$ 3,75 bilhões, em operação que pode evitar o enxugamento de liquidez do sistema e, assim, abrandar a valorização do dólar.

As operações de rolagem serão feitas em 3 dias: desta segunda até quarta-feira, no valor máximo de US$ 1,25 bilhão em cada um dos dias. Serão realizados dois leilões por dia (‘A’, entre 12h15 e 12h20, e ‘B’, entre 12h30 e 12h35).

Os leilões de linha tendem a reduzir a pressão pela alta da moeda. Isso porque, com mais dólares no mercado, seu preço tende a ficar menor.

“Tecnicamente, existe muito espaço para o dólar cair. Mas esse espaço está muito limitado fundamentalmente pela questão política interna. O mercado segue de lado, à espera dessa semana com muito motivo para cautela”, disse à Reuters Cleber Alessie Machado, operador da H. Commcor.

O Banco Central vendeu nesta segunda-feira todos os 5,05 mil swaps cambiais tradicionais ofertados em leilão para rolagem do vencimento julho. Em 13 operações, o BC já rolou US$ 3,283 bilhões, de um total de US$ 10,089 bilhões a expirar em julho. O estoque de swaps do BC no mercado é de US$ 68,863 bilhões.

Cenário externo e local

No exterior, a disputa entre China e Estados Unidos permanece no radar, de olho em possível retaliação de Pequim após o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar sanções à Huawei no fim da semana passada.

No cenário político, as atenções estão voltadas para a articulação política para a aprovação da reforma da Previdência, após a notícia de que deputados da Comissão Especial da reforma da Previdência na Câmara estudam apresentar e votar um texto alternativo ao apresentado pelo governo.

Segundo o Blog da Andréia Sadi, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), discorda da apresentação de um texto alternativo. “Vamos discutir em cima de um valor e fechar o texto. Não tem essa coisa de texto alternativo, até porque o texto do governo já vai ser modificado na comissão especial, por exemplo, o BPC e a aposentadoria rural que não passam”, disse.

No cenário econômicos, os analistas das instituições reduziram pela 12ª vez seguida a estimativa de expansão da economia em 2019, segundo relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC). Para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano, a previsão do mercado financeiro recuou de 1,45% para 1,24% na semana passada.

Já a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2019 subiu de R$ 3,75 de R$ 3,80 por dólar. Para o fechamento de 2020, ficou estável em R$ 3,80 por dólar.

Fonte: G1

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