Reforma faz aumentar a procura do brasileiro por previdência privada

A expectativa do brasileiro em torno de uma reforma da Previdência já está impulsionando o interesse pelos planos de previdência privada. O texto que muda as regras foi levado pelo governo ao Congresso no dia 20 de fevereiro. De lá para cá, um levantamento feito pelo buscador de aplicações financeiras Yubb registrou um salto de 14 vezes no volume de consultas sobre os planos privados, na comparação com igual período do ano passado.

Em fevereiro, foram 987 mil buscas pelo termo dentro da plataforma, ante 66 mil há 12 meses, uma evolução de 1,24% do porcentual passado de buscas sobre os produtos financeiros dentro do site para, agora, 14,36%.

O interesse no assunto, conta o fundador do Yubb, Bernardo Pascowitch, começou a ganhar fôlego ainda na corrida eleitoral para a presidência da República. “A partir da vitória de Bolsonaro e o início do planejamento da reforma, o interesse do brasileiro por esses produtos e serviços se intensificou”, afirma Pascowitch.

Procura

Nas corretoras e gestoras de investimento, os executivos contam que, de fato, o número de consultas e contratações de planos cresceu nas últimas semanas. Para o superintendente de Previdência da Icatu Seguros, Henrique Diniz, há uma correlação clara entre o avanço da reforma da Previdência e a busca pelas alternativas complementares no mercado financeiro. “Quando a aposentadoria avança no governo, a procura cresce aqui. Ainda não fechamos as contas para dimensionar o tamanho desse aumento, mas há, sim, uma alta na procura e na consulta por novos produtos”, afirma o executivo.

Henrique Pocai, especialista de Previdência da XP, observa que, além da procura por novos clientes, a corretora vê também uma atenção maior daqueles que já investem nesse mercado em relação ao desempenho de seus planos contratados. “O investidor está mais atento. Ele redobrou a atenção com sua aplicação nesse mercado”, diz ele, que aponta o avanço na portabilidade como um reflexo disso. Entre janeiro e dezembro de 2018, R$ 24, 2 bilhões desse setor trocaram das mãos de uma seguradora para outra. É o dobro do registrado dois anos antes, em 2016. E, para a coordenadora do curso de economia do Insper, Juliana Inhasz, esse movimento deve se manter ou até se intensificar em 2019.

“Não tem jeito, conforme praticamente todos falam nas regras mais apertadas para a Previdência, as pessoas vão percebendo que precisam pensar em alternativas para garantir uma aposentadoria com mais qualidade. A preocupação em torno da previdência privada é bastante natural”, diz.

Juliana Inhasz, contudo, chama a atenção do investidor para alguns perigos na contratação de um plano de previdência. O primeiro cuidado diz respeito à instituição escolhida. Ela lembra que o plano tem como objetivo garantir uma renda futura. “Nesse caso, não há espaços para gestores que sejam amadores e o investidor deve ficar atento às regras da previdência que escolheu, como cláusulas que levem em consideração portabilidade, carregamento e saída”, afirma. “Também é importante ficar atento ao tipo de gestão, para garantir que a taxa de administração que se será cobrada seja a adequada ao produto.”

Renda fixa

Se tudo permanecer como está, com inflação dentro da meta e juros básicos de um único dígito, o CDI deve reinar dentro da previdência privada. Em busca de retornos que superem a Selic, os gestores estão lançando cada vez mais fundos compostos por uma cesta que também inclui renda variável, reproduzindo a já bem-sucedida estratégia de fundos de multimercado no mercado tradicional de investimentos.

Segundo dados de janeiro da Anbima, associação que congrega as empresas do setor, os planos de previdência de renda fixa ainda detêm 83% dos quase R$ 818 bilhões aportados na área. Contudo, no último ano, os fundo de previdência multimercado cresceram 42,7%, ante 8,4% dos de renda fixa.

“O mercado caminha para um equilíbrio entre renda fixa e renda variável”, diz o superintendente de previdência da Icatu Seguros, Henrique Diniz. No ano passado, a instituição abriu captação para 57 novos fundos. Destes, 49 eram multimercado.

Para a professora de economia Juliana Inhasz, do Insper, equilíbrio não é sinal de fuga do investidor da renda fixa. “As pessoas têm uma conexão com a renda fixa, elas enxergam esses fundos com segurança, sobretudo para o projeto de aposentadoria.” Com informações do Estadão Conteúdo.

Fonte : Noticias ao minuto

Azul faz proposta para comprar parte das operações da Avianca Brasil

A aérea brasileira Azul informou nesta segunda-feira (11) que fez uma proposta para comprar parte das operações da Avianca Brasil por US$ 105 milhões – o equivalente a R$ 400 milhões.

O objetivo é adquirir os ativos de uma empresa, a Unidade Produtiva Isolada (UPI), que seria criada a partir do desmembramento da Avianca em duas partes. A UPI está prevista no plano de recuperação judicial da companhia.

A Avianca, quarta maior companhia aérea do país, está em recuperação judicial desde dezembro do ano passado. A companhia acumula anos de crescentes prejuízos e atrasos em pagamentos de arrendamentos de aeronaves.

A proposta da Avianca inclui a compra de ativos selecionados, como o certificado de operador aéreo da Avianca Brasil, 70 pares de slots (direitos de pouso e decolagem em certos aeroportos) e o arrendamento de cerca de 30 aeronaves Airbus A320. A Avianca tinha uma frota de 46 aviões até janeiro, segundo a Reuters.

Segundo a Avianca, os ativos da UPI devem ser colocados em leilão, do qual outros interessados podem participar, além da Azul.

Não foi informado se a proposta incluiria a transferência das dívidas da Avianca. A Azul está em período de silêncio, antes da divulgação dos resultados de 2018.

Em comunicado, a Avianca informou que a prioridade das negociações entre com a Azul é fazer com que passageiros e funcionários tenham seus direitos garantidos e que as operações não sofram alterações.

O processo de aquisição dos ativos estaria sujeito a condições, como a conclusão de um processo de diligência, a aprovação de órgãos reguladores e credores, assim como a conclusão do processo de recuperação judicial. A expectativa é que esse processo dure até três meses, informou a Azul.

A companhia disse ainda que manterá seus acionistas informados sobre os próximos passos de uma eventual transação.

Plano de recuperação

Em comunicado, a Avianca informou que a revisão de seu plano de recuperação judicial será apresentada nos próximos dias, com a nova estrutura da empresa, que terá como foco suas rotas estratégicas.

“Com isso, Avianca Brasil se tornará mais forte e viável para enfrentar a atual conjuntura do mercado brasileiro”, informou. A Avianca também declarou que pretende realizar a assembleia geral de credores o “mais breve possível” e reforçou que segue operando normalmente.

Entre o fim de 2016 e setembro de 2018, os passivos da Avianca Brasil para empresas de leasing de aeronaves quintuplicaram para R$ 415 milhões, de acordo com as demonstrações financeiras da empresa.

A Avianca contratou em janeiro a consultoria Galeazzi & Associados para ajudar a encontrar recursos e eventualmente um comprador. Os principais credores da companhia aérea são as empresas de leasing de aviões Aircastle e GE Capital Aviation Services.

A companhia está atrasando o salário de pilotos e comissários desde janeiro. Na semana passada, trabalhadores do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) se reuniram e deram o prazo de quarta-feira (13) para que a empresa se posicione antes de um novo encontro para discutir uma eventual paralisação.

Na última quinta-feira (7), um voo da Avianca que seguia de Guarulhos (SP) para Miami teve a rota desviada para San Juan, na ilha caribenha de Porto Rico. Em nota, a companhia disse que o avião, um Airbus A330, “fez um pouso técnico”, mas não detalhou as razões do procedimento.

A Avianca Brasil é separada da Avianca Holdings, com sede na Colômbia. Mas elas pertencem a um mesmo grupo, do empresário boliviano German Efromovich.

Fonte: G1.com

Mercado financeiro aumenta projeção de inflação e reduz alta do PIB

Instituições financeiras, consultadas pelo Banco Central (BC), aumentaram levemente a estimativa para a inflação este ano. A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,85% para 3,87%.

Em relação a 2020, a previsão para o IPCA permanece em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração na estimativa: 3,75%. As projeções estão no boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos.

A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta (4%). Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Com a finalidade de controlar a inflação e alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019. Para o final de 2020, a estimativa para a taxa é 8% ao ano, assim como a previsão para 2021 e 2022.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 2,30% para 2,28%.

Para 2020, a estimativa de crescimento do PIB subiu de 2,70% para 2,80%. Em 2021 e 2022, a expectativa segue em 2,50% de crescimento do PIB.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no final deste ano e em R$ 3,75, no fim de 2020.

Fonte: Noticias ao minuto

Corinthians e Santos decepcionam e não saem do zero em Itaquera

Santos e Corinthians empataram em 0 a 0 na tarde deste domingo (10) no Itaquerão, em partida válida pela décima rodada do Campeonato Paulista.

Em duelo esperado entre dois técnicos de diferentes escolas, Fábio Carille e Jorge Sampaoli, o primeiro defensivo e o segundo mais ofensivo, o Corinthians foi superior na primeira etapa, quando não deixou o Santos jogar e teve mais chances de gol, as principais em chutes de Sornoza, para fora, e de Danilo Aguilar, defendido por Vanderlei.

No segundo tempo, Sampaoli pôs Cueva e Rodrygo em campo, no lugar dos volantes Jean Lucas e Alison, e o Santos equilibrou a partida, tendo mais posse de bola.

Ainda assim, as chances mais perigosas foram do Corinthians também na segunda etapa, com finalizações de Vágner Love e Junior Urso.

As melhores chances do Santos na partida foram no segundo tempo, com Derlis González e Cueva -a do peruano após bobeada de Cásssio, que tentou sair jogando com os pés e o acertou.

Com o resultado, o Santos vai aos 23 pontos e segue líder do Grupo A da competição. O Corinthians, com 15, também lidera sua chave, o Grupo C.

A equipe do litoral já está classificada para as quartas de final do torneio. O Corinthians pode garantir sua vaga na próxima rodada -o fará em caso de vitória.

CORINTHIANS

Cássio; Fagner, Manoel, Henrique e Danilo Avelar; Ralf, Júnior Urso e Sornoza; Pedrinho (Vagner Love), Clayson (André Luis) e Boselli (Mateus Vital).

T.: Fábio Carille.

SANTOS

Vanderlei; Victor Ferraz, Felipe Aguilar, Gustavo Henrique e Felipe Jonatan; Alison (Cueva), Diego Pituca e Jean Lucas (Rodrygo); Carlos Sánchez (Matheus Ribeiro), Jean Mota e Derlis González.

T.: Jorge Sampaoli.

Árbitro: Douglas Marques das Flores (SP)

Assistentes: Marco Antonio de Andrade Motta Junior e Evandro de Melo Lima (ambos de SP)

Amarelos: Alison, Matheus Ribeiro e Derlis González, do Santos; Fágner, do Corinthians

Com informações da Folhapress.

Fonte: Noticias ao minuto

Junior Cigano mira no título após nocaute: “O cinturão, queiram eles ou não, vai acontecer”

Na saída no octógono, instantes após a vitória sobre Derrick Lewis no UFC Wichita no último sábado, Junior Cigano misturava a euforia do nocaute com a firmeza no olhar de quem ainda quer voltar ao topo entre os pesos-pesados. O brasileiro nocauteou o americano, que estava na terceira colocação do ranking, e quer melhorar sua posição entre os pesos-pesados. Antes da vitória, Cigano ocupava a oitava colocação.

– Eu não sei como esses caras passaram na minha frente no ranking. Sempre estive entre os melhores, desde minha estreia no UFC, sempre estou enfrentando os caras mais duros. Mas não adianta reclamar. Tenho que seguir o meu trabalho. E o cinturão, queiram eles ou não, vai acontecer. É sempre importante adicionar algo quando se vai lutar com alguém. Meu objetivo é o cinturão, então não adianta eu lutar contra o décimo-quinto do ranking, e é capaz até de eu perder posição do jeito que estão fazendo aí. Espero que me deem um cara bem ranqueado.

Perguntado sobre uma eventual luta contra Francis Ngannou, que já poderia ter acontecido em 2017 – Cigano foi flagrado em um exame antidoping com uma substância proibida, mas em seguida acabou sendo inocentado – o brasileiro mostrou-se animado com a possibilidade, fazendo apenas uma ressalva.

Resumão do futebol internacional: o lado “Libertadores” dos campeonatos europeus

Alguma coisa está fora da ordem, Caetano já cantava nos anos 90 (não lembra, ainda não era nascido? Busca aí na internet, ela serve para isso também, vale a pena). Mas voltemos ao mundo do futebol. Está tudo invertido!!! A gente já devia ter desconfiado quando os times visitantes em muitos jogos da Libertadores adotaram uma postura elegante e elogiável de arrumar seus vestiários após as partidas (aliás, parabéns Cruzeiro, Internacional, Cerro Porteño e Talleres, entre outros).

Um sopro de esportividade numa competição que deixou péssima imagem na conturbada decisão do ano passado entre Boca e River. E o futebol europeu com isso? Constantemente apontada como exemplo a ser seguido, não só em organização como em comportamento dentro e fora de campo, a Europa viveu um fim de semana digno (minto, indigno) dos piores momentos das nossas canchas sul-americanas. Só faltou cachorro em campo (ou será que eu não vi? Se teve, alguém avise nos comentários, por favor).

No sábado, o Foggia perdeu para o Lecce por 1 a 0, fora de casa, pela segunda divisão do Italiano. Resultado ruim, que deixou o time em 15º lugar, na zona de playoff do rebaixamento. Situação chata, mas não justifica a reação de alguns torcedores, que tocaram o terror na madrugada. O carro do atacante Peter Iemmello, estacionado na Via Bari, foi incendiado. Um artefato foi lançado na fábrica de massas que pertence aos proprietários do clube. E um terceiro rojão foi jogado no jardim da casa de outro jogador do time, Massimiliano Busellato, sem consequências mais graves.

Fonte :Noticias ao minuto

Real Madrid leva sustos mas goleia o Valladolid por 4 a 1 de virada para amenizar a crise

SUSTOS E GOLEADA

Quando um time está em crise, nada melhor do que enfrentar um rival em situação ainda pior. Ainda lambendo as feridas da eliminação humilhante para o Ajax na Liga dos Campeões da Uefa, sem Vinicius Junior, machucado, e com o técnico Santiago Solari cada vez mais a perigo no cargo, o Real Madrid conseguiu uma goleada até certo ponto surpreendente sobre o Valladolid: 4 a 1, de virada, na casa do adversário. Benzema marcou duas vezes, Varane e Modric completaram o placar. O time da casa brilhou no primeiro tempo, mas sucumbiu na etapa final e segue lutando contra o rebaixamento.

VALLADOLID QUASE APRONTA

O primeiro tempo foi completamente dominado pelo time da casa. E não seria exagero se o Valladolid fosse para o intervalo goleando o Real. Aos 12 minutos, teve um pênalti a seu favor, desperdiçado por Alcaraz, que isolou a bola de forma bisonha. Um minuto depois, o Valladolid abriu o placar com Sergi Guardiola, só que o gol foi anulado com ajuda do VAR, porque Keko estava impedido no início da jogada. Dois minutos depois, outro gol dos anfitriões anulado por impedimento, dessa vez de Guardiola. Só depois de roçar o gol por três vezes, o Valladolid enfim conseguiu o 1 a 0: aos 28, Guardiola escorou cruzamento para a pequena área, e Anuar completou. Mas o Real, que quase não atacava, empatou aos 33 numa falha do goleiro Masip, que saiu mal para socar a bola, e permitiu que Nacho Fernández raspasse de cabeça para Varane bater para o gol vazio.

NO SEGUNDO TEMPO, VALE A CAMISA

Time pequeno sofre. Fez um ótimo primeiro tempo, poderia ter goleado, mas só fez um gol e ainda levou o empate em falha do goleiro. Ainda começa o segundo tempo com duas boas chances, mas aos cinco minutos o camisa 10 Plano cometeu pênalti bobo em Odriozola. Pronto, a esperança do Valladolid parou por aí. Benzema cobrou a penalidade e virou o jogo. Aos 13, Benzema marcou de novo, de cabeça: 3 a 1. Mesmo com um a menos – Casemiro foi expulso por duplo amarelo, aos 35 -, o Real ainda chegou à goleada com um gol de Modric em jogada individual, aos 39. Sintoma da crise: o croata, atual melhor jogador do mundo e um dos medalhões do Real que estão devendo na temporada, nem comemorou o gol, saiu olhando para baixo e com expressão séria.

REAL RESPIRA ALIVIADO, VALLADOLID RESPIRA FUNDO

A vitória foi fundamental para não afundar o Real Madrid ainda mais em crise. Terceiro colocado, longe da briga pelo título, o time merengue agora só tem uma missão: permanecer no G-4 do Espanhol e garantir sua vaga na próxima Liga dos Campeões da Uefa. Com 51 pontos, abriu dez para o Alavés, quinto colocado, e não tem razão no momento para temer uma turbulência na tabela. Já o Valladolid, que tem o brasileiro Ronaldo Fenômeno como principal acionista, permanece com 26 pontos, em 16º lugar, apenas um pontinho acima da zona de rebaixamento. 

 

Fonte: Globo esporte

Mano vê Cruzeiro mais forte para 2º jogo na Libertadores

A semana foi positiva para o Cruzeiro, que conquistou duas vitórias importantes. Passou pelo Huracán, na Argentina, em sua estreia na Copa Libertadores, e neste domingo à tarde bateu o Tombense, por 2 a 0, no Mineirão. Para o técnico Mano Menezes, é o momento de juntar “todos os pontos positivos do trabalho e crescer em campo, ter mais volume e conquistar uma segunda vitória na Libertadores”.

O Cruzeiro volta a campo na próxima quarta-feira, às 19h15, no Mineirão, para defender a liderança do Grupo B diante do Deportivo Lara, da Venezuela. “Descobrimos que o Huracán nunca tinha perdido pra um time brasileiro lá no campo deles. Isso valoriza a nossa conquista. Jogamos bem lá e acho que o time também se comportou muito bem, coletivamente, diante da Tombense. A cada dia vou ganhando mais opções dentro do elenco e sempre repito que é preciso utilizar todos os jogadores para atingirmos os objetivos de conquistar títulos”, afirmou Mano Menezes, em entrevista coletiva.

Sobre o jogo contra a Tombense, o treinador elogiou o coletivo do time. Fez questão de destacar também que o goleiro Rafael, herói da tarde, ao fazer grandes defesas e defender um pênalti. O comandante ainda confirmou que o atleta foi procurado por um grande clube brasileiro. “Nós fomos consultados e não o liberamos, porque precisamos ter ele e o Fábio em perfeitas condições”, explicou o técnico, que também gostou da movimentação do jovem Vinícius Popó e do velocista David. Ele sofreu um pênalti e marcou um gol.

NOVO CONFLITO – Mano voltou a se exaltar durante o jogo. Ele reclamou de Giuliano Bozzano, representante de arbitragem da Federação Mineira de Futebol, e os dois tiveram uma discussão em campo. No final, Mano explicou o que aconteceu. “Fui reclamar de um gol de Marquinhos Gabriel no final do primeiro tempo e que foi legal. O Giuliano veio me dizer que era gaúcho e que ninguém ia ganhar dele no grito. Só isso”.

No meio de semana, Mano também foi expulso na partida contra o Huracán. “Lá eu reclamei porque teve um lance em que o Rafinha levou uma entrada dura e que poderia até sofrer uma fratura. O banco de reservas deles entrou em campo cinco vezes e o juiz não falou nada, mas quando eu reclamei acabei expulso. Na Libertadores é assim mesmo. O time da casa é sempre favorecido. Estou ficando calejado”, concluiu. Com informações do Estadão Conteúdo.

Fonte :Noticias ao minuto

Vale sabia do risco de rompimento da barragem, aponta investigação

Ministério Público afirma que tragédia não foi acidente, baseado no depoimento de 59 pessoas ouvidas até agora, entre testemunhas e investigados

Os depoimentos colhidos pela força-tarefa que investiga o rompimento de barragem da Vale em Brumadinho (MG), que deixou um rastro de destruição e morte, apontam que a tragédia não foi um acidente.

Conforme matéria do Fantástico, neste domingo (10), a partir do que disseram as 59 pessoas ouvidas até agora, entre testemunhas e investigados, é possível afirmar que a mineradora sabia sobre os indícios de ruptura da estrutura.

“As investigações, até o momento, demonstram que não foi um acidente”, disse o promotor de Justiça William Coelho.

Não é o que diz a empresa. “A Vale é uma empresa extraordinária, e é uma joia brasileira que não pode ser condenada por um acidente que aconteceu em uma de suas barragens”, disse o presidente afastado da Vale, Fábio Schvartsman, no dia 14 de fevereiro.

A Polícia Civil e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contestam. “A força-tarefa trabalha com o ano de 2017 em que já há demonstração que a empresa já tinha ciência de indício de ruptura da barragem”, afirmou o delegado Bruno Cabral.

A responsável técnica pela barragem, Cristina Malheiros, contou, em depoimento, que em 2017 participou de evento organizado pela Vale em que uma consultora mostrou que a barragem tinha uma margem de segurança muito baixa.

“Ela me reportou que preocupava que um sismo pudesse ser alguma coisa que gerasse liquefação, qualquer coisa que lá na estrutura gerasse, a gente poderia ter algum problema”, disse Cristina.

Segundo a investigação, ao saber do risco, em vez de tomar medidas concretas, a Vale apostou em outros métodos para calcular a estabilidade da barragem.

“Nós percebemos um esforço em alterar ou promover outras metodologias que aumentassem esse valor de segurança, o que não ocorreu”, disse o promotor de Justiça.

O último balanço, divulgado na sexta-feira (8), dava conta de 197 mortos e 111 pessoas ainda desaparecidas na tragédia

Um ano após morte de Marielle, assessora que escapou fala sobre crime

Fernanda Chaves também afirmou que ligação da família Bolsonaro aos suspeitos de matar a vereadora é aterrorizante

A jornalista Fernanda Chaves estava ao lado de Marielle Franco no momento em que ela foi atingida por uma rajada de tiros e morreu, há um ano, no Rio de Janeiro. Ela era assessora da vereadora e sobreviveu ao atentado, que também matou o motorista Anderson Gomes.

Em entrevista ao jornal português Diário de Notícias, Fernanda falou sobre o assassinato e sobre o desenrolar das investigações.

Ela, que chegou a viver fora do país, sob proteção da Anistia Internacional por se encontrar em situação de risco, está de volta ao Brasil, embora prefira não falar sobre seu destino.

Em relação à apuração do crime, prefere a prudência. “Não devo dar respostas, tenho é o direito de recebê-las.”

Em todo caso, disse estar assustada por a polícia suspeitar de uma milícia, o Escritório do Crime, cujos chefes têm forte ligação ao clã Bolsonaro. “Não dá para negar, pelo perfil do crime, pela arma utilizada, que há envolvimento de milícias. E não é novidade que a família do presidente Jair Bolsonaro tem ligação com as milícias – ele já as exaltou e o filho dele homenageou polícias envolvidos em milícias”, comentou

“As ligações de Bolsonaro e do filho, através de muitos membros dos seus gabinetes, a milícias e, mais precisamente, ao grupo miliciano acusado de executar a Marielle, são aterrorizantes. E têm de ser investigadas e cobradas. Mas a minha avaliação sobre o assunto acaba aí. Quem tem de falar são as autoridades”, completa.

Quando questionada sobre as suspeitas envolvendo Marcelo Siciliano, deputado estadual pelo PHS, e a disputa por território como possível motivação para o crime, a assessora duvida.

“Acho uma loucura. Diz-se que seria por uma disputa de território mas a Marielle não fazia disputa territorial, não era esse o tipo de atuação dela. Por isso, parece-me um engano. Ou uma enorme cortina de fumaça”.

Para ela, “Marielle foi morta por causa do seu pensamento: foi um crime político”. “E a extrema-direita tem que ver com esse crime bárbaro. E as milícias estão ao serviço da extrema-direita. Basta ver quem são os políticos que as homenageiam e quem são os políticos que elas ajudam a eleger. É assustador. E o Brasil tem de dar uma resposta para o mundo”, cobra.

Fernanda Chaves também destaca que, “enquanto não descobrirem os autores e os mandantes, sobretudo os mandantes, do crime”, ela não poderá voltar ao Rio. Mas completa explicando que não é testemunha ocular e, por isso, não tem por que se esconder.

“Não tenho muito mais a contribuir com informações porque não vi nada, nem percebi nada a não ser a rajada de tiros, logo, não sou propriamente uma testemunha ameaçada. Mas, quando a gente não sabe quem disparou e quem mandou disparar, a gente não sabe como e de quem se proteger, não é? Eu trabalhei toda uma vida no Parlamento do Rio e veio à tona que parlamentares podem estar envolvidos, por isso como é que eu posso voltar a um lugar onde está gente que pode ser responsável do atentado a um carro onde eu estava?”, disse ela

Fonte: Notícias ao Minuto