Sindsmcrato faz reivindicação na Câmara

Nesta terça-feira os vereadores estiveram reunidos em mais uma sessão ordinária que recebeu a visita da Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais do Crato (Sindsmcrato) Denise Pinheiro, que destacou a campanha salarial onde os servidores reivindicam um percentual de 8,33% de reajuste.

Segundo Denise a campanha é dividida em duas categorias: O magistério, com um percentual já estabelecido pelo MEC de 4,17 e os demais servidores que recebem acima do mínimo. Estes com uma perca em relação aos anos de 2017 e 2018. A gestão já foi acionada e deverá dar uma resposta até o dia 20.

Denise ainda destacou a necessidade que há da realização de um concurso público no Crato. Ela relatou que o percentual de cargos temporários já chega a 43% e isso gera prejuízos para a previdência dos Servidores Municipais que é uma previdência própria, alimentada pelos efetivos. Segundo relatou já são 433 carências que a Previ Crato não recebeu.

No fim da sessão aconteceu a votação de requerimentos e projetos e em seguida o encerramento.21

Falta de energia no Centro Industrial do Crato gera prejuízos às empresas

Por Rafael Pereira/Agencia News Cariri

O centro industrial do Crato, localizado na Avenida Oreste Costa, no Barro Branco, está faltando energia. Segundo moradores e empresários os apagões ocorrem de costume a partir da meia noite, e se mantém o dia todo chegando somente a noite, mais ou menos às 21:00hs, do dia seguinte.

Na localidade existem muitas empresas que se instalaram e que geram de emprego e renda ao município. No entanto com a falta de energia há prejuízos para as próprias empresas. Um dos empresários procurou a reportagem do News Cariri para reclamar que o local está sem energia, nessa quinta feira (21), e que esse esses apagões são frequentes. “É a segunda vez, a outra vez foi no mesmo horário e ficou assim e só chegou energia a noite” reclama.

A responsável pela manutenção e funcionamento da rede elétrica do bairro é a Enel, empresa que entrou no lugar com a compra da antiga COELCE. Os empresários também reclamam que os técnicos da empresa prometem que a eletricidade voltará determinada hora, no entanto o local fica sem eletricidade gerando prejuízos incontáveis às empresas que param de funcionar. Os proprietários, donos de empreendimentos,pedem uma solução do problema aos responsáveis.

Pesquisa da Uerj conclui que lama de rejeitos da barragem que rompeu em Mariana, em 2015, afetou Parque de Abrolhos

Levantamento detectou a presença de metais, entre eles zinco e cobre, na região do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, que fica no sul da Bahia.

A lama de rejeitos da barragem que rompeu em Mariana, no estado de Minas Gerais, no ano de 2015, chegou até a Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no sul da Bahia. Esta é a conclusão de uma pesquisa realizada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), divulgada pela instituição na terça-feira (19).

Em um relatório de quase 50 páginas, os pesquisadores apresentaram análises detalhadas sobre a presença de metais na região, entre eles zinco e cobre. Além da Uerj, a pesquisa contou com a colaboração da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de janeiro (PUC-Rio).

Segundo a Uerj, o coordenador do trabalho, Heitor Evangelista, havia criado uma página no Facebook, para observar a dispersão da lama do Rio Doce até o mar. Durante o monitoramento, eles perceberam que os rejeitos poderiam chegar ao parque marinho de Abrolhos.

“Então entrei em contato com o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), em Brasília, e programei uma coleta de duas colônias no arquipélago. Através de técnicas químicas, constatamos que, no meio do crescimento dos corais, houve um pico enorme de metais pesados, que coincide exatamente com a cronologia da chegada da pluma de sedimentos da Samarco”, explicou o professor.

Para ele, o dano é irreparável, devido à extensão atingida. “Nosso papel é saber em que medida aquela área foi impactada. E a partir daí deflagrar mecanismos de monitoramento para descobrir qual vai ser a resposta biológica diante desse fato. Não há como remediar, mas nós precisamos aprender com esse processo”, afirmou Evangelista.

Além da pesquisa da Uerj, um projeto do sul da Bahia constatou o branqueamento em vários corais da região, que é causado principalmente pelo aumento da temperatura. A identificação, segundo o Projeto Coral Vivo, comprova que os corais não estão mais saudáveis, o que impacta diretamente na saúde ambiental do local, além de impactos negativos para a pesca e turismo, responsável por levar muitas pessoas para visitar o local.

A pesquisa foi feita através de um protocolo que monitora o fundo do mar. Segundo a coordenadora do projeto, Flávia Guebert, a área sofre muito estresse.

“Branqueamento é um evento de estresse, quer dizer que está acontecendo algum evento no oceano, e os corais estão respondendo dessa forma. O branqueamento é um momento em que uma microalga que está dentro dos corais pulsa, e os corais ficam transparente, e a gente consegue enxergar o esqueleto dele. Não quer dizer que está morto. Esse evento de estresse pode se recuperar ou não. Nós estamos monitorando há vários anos. O Coral Vivo já faz esse monitoramento, e temos percebido a evolução desse branqueamento”, pontuou.

A coordenadora ainda falou que esse desequilíbrio serve de alerta.

“Isso é uma mudança climática, um evento global. E, com certeza, afeta a cadeia toda. É um perda para o pescado e para os turistas”, complementou.

Fonte: G1.com

Estados querem trocar pré-sal por Previdência

Governadores querem garantir uma parte dos recursos do megaleilão de petróleo do pré-sal, na Bacia de Santos

Em troca de apoio à reforma da Previdência, os governadores querem garantir uma parte dos recursos do megaleilão de petróleo do pré-sal, na Bacia de Santos. A estimativa é que a licitação possa render R$ 100 bilhões ao governo, e os Estados querem garantir R$ 15 bilhões. A promessa é que os recursos seriam aplicados em fundos emergenciais destinados a cobrir o rombo da Previdência dos Estados. A proposta foi apresentada pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT), durante o Fórum dos Governadores.

“Nós estamos dispostos a tratar dessa receita que, pela Constituição, parte é dos municípios, parte é dos Estados e parte é da União, para que ela seja carimbada para a solução do problema da Previdência”, disse ele. “Isso é fundamental para ter o apoio dos governadores e dos Estados. Fizemos questão de dizer isso ao ministro da Economia, Paulo Guedes.”

O leilão dos direitos de exploração do excedente da camada pré-sal está travado por causa da revisão da chamada cessão onerosa, acordo fechado em 2010 entre a União e a Petrobrás, que permitiu à estatal explorar 5 bilhões de barris sem licitação. A divisão dos recursos do megaleilão com os Estados é mais um dos pedidos feitos pelos governadores para dar apoio à reforma. Como mostrou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, a lista de pleitos dos Estados inclui também linhas de financiamento, mais repasses da União para compensar isenções dadas a exportadores, alongamento da dívida e novo plano de socorro às administrações com problemas de caixa, para o pagamento de funcionários e fornecedores.

O governador do Piauí vai coordenar um grupo de trabalho para discutir a criação dos fundos e pretende apresentar uma proposta final no dia 19 de março. Dias foi um dos articuladores da emenda que destina 30% das receitas do Fundo Social do Pré-Sal aos fundos de participação de Estados e municípios. Essa emenda foi apresentada para um projeto de lei sobre a cessão onerosa, aprovado pela Câmara em junho, mas ainda em tramitação no Senado.

O projeto de lei da cessão onerosa ficou parado no Senado após um impasse na divisão dos recursos do bônus de assinatura do leilão. Na época, o ministro Paulo Guedes sinalizou que aceitaria dividir essa receita com Estados e municípios, mas o ex-ministro da Fazenda Eduardo Guardia disse que a proposta violava a emenda do teto de gastos e não poderia ser viabilizada.

“Aceitamos que esse dinheiro (bônus de assinatura do leilão dos excedentes da cessão onerosa) possa ser destinado a Previdência e investimentos, depois que resolver o problema da Previdência. Isso chegou a ser debatido e foi apresentado hoje (quarta-feira, 20)”, afirmou.

Os fundos emergenciais seriam abastecidos com dinheiro de diversas fontes. Além do bônus de assinatura do leilão da cessão onerosa, paga por petroleiras no ato da compra, os fundos receberiam, também, recursos da comercialização dos barris de petróleo do pré-sal, oriundas da exploração das áreas ao longo dos anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Noticias ao minuto

Brasileiros esperam inflação em 4,9% nos próximos 12 meses, diz FGV

A inflação oficial, medida pelo IPCA acumula taxa de 3,78% em 12 meses

Os consumidores brasileiros acreditam que a inflação no país ficará em 4,9% nos próximos 12 meses, segundo pesquisa feita em fevereiro deste ano pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A taxa é inferior aos 5% previstos pelos consumidores na pesquisa de janeiro e é a menor desde julho de 2007 (4,8%).

Segundo a economista Viviane Seda Bittencourt, da FGV, a estimativa de inflação pelos consumidores vem caindo nos últimos quatro meses, ou seja, desde a conclusão da eleição. Os consumidores estão mais otimistas em relação à situação econômica do país e à redução das incertezas. A expectativa é que esse resultado se torne estável ou tenha pequenas variações.

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumula taxa de 3,78% em 12 meses. Com informações da Agência Brasil.

Fonte : Noticias ao minuto

Bolsa recua por receio de desidratação da reforma da Previdência

Investidores gostaram da reforma apresentada pelo governo Bolsonaro, que prevê economia de R$ 1,1 tri em 10 anos, mesmo esperando que haja uma redução desse valor

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Antevendo dificuldades de aprovação no Congresso da reforma da Previdência tal como foi apresentada pelo governo, a Bolsa brasileira recuou mais de 1% nesta quarta-feira (20), na contramão da tendência positiva do exterior. O dólar subiu.

Investidores gostaram da reforma apresentada pelo governo Bolsonaro, que prevê economia de R$ 1,1 trilhão em dez anos, mesmo esperando que haja uma redução desse valor. O desafio agora é medir a magnitude dessa desidratação em um cenário em que o governo mostra dificuldade de negociar com o Congresso.

“O mercado entende que reforma da Previdência é a única opção possível para resolver o problema fiscal. Tem que ter. Mas com a derrota de ontem [terça-feira], o governo vai ter que aprender a negociar”, diz Victor Candido, da Guide.

Candido fala da primeira derrota do novo governo no Congresso, imposta pela Câmara ao derrubar o regime de urgência na tramitação de mudanças na Lei de Acesso à Informação. Isso ocorreu após uma semana de incerteza com a queda do ministro Gustavo Bebianno, aliado de Bolsonaro desde a época da campanha eleitoral, mas envolvido no escândalo dos candidatos-laranjas do PSL, o partido do presidente.

O economista diz ainda que a ausência dos militares na reforma e a insatisfação dos governadores também foram considerados pontos negativos pelo mercado financeiro.

O Ibovespa, principal índice acionário do país, abriu o dia em alta, mas fechou em queda de 1,14%, a 96.544 pontos. O giro financeiro foi de R$ 17,5 bilhões. No exterior, Bolsas americanas e europeias avançaram.

O dólar chegou a cair para abaixo de R$ 3,70 durante a manhã, mas terminou o pregão em alta de 0,34%, a R$ 3,729.

Para Alberto Ramos, do Goldman Sachs, a reforma já passou por lavagens políticas para ser discutida no Congresso e não deve ser considerada exclusivamente técnica.

Entre as concessões está a diferença de idade de aposentadoria para homens (65 anos) e mulheres (62 anos), uma exigência do presidente.

“Do ponto de vista técnico, a reforma é muito bem estruturada e dá uma resposta cabal ao problema da Previdência. Agora a questão é o que sobrevive no Congresso”, diz Ramos.

Ele diz que há no mercado receio sobre a articulação política no Congresso, mas critica a visão de que uma desidratação da reforma seria uma derrota do governo.

“Se aprovar uma reforma extremamente diluída, não vejo como uma derrota do governo, mas uma derrota do país. Isso não exime o governo de se articular, mas se todo mundo acha que a reforma é ótima, por que precisa de tanto convencimento?”

O Goldman Sachs espera que a reforma encolherá para uma economia entre R$ 500 bilhões e R$ 600 bilhões em dez anos. Segundo ele, uma entrega abaixo de R$ 500 bilhões seria decepcionante, enquanto uma economia acima de R$ 700 bilhões surpreenderia positivamente.

José Francisco de Lima Gonçalves, do banco Fator, diz que a reforma trouxe alguns conceitos decisivos, como a idade mínima, tempo de contribuição e regra de transição, que  politicamente têm muito significado.

Para ele, as condições fixadas pelo governo na proposta serão flexibilizadas no Congresso.

“Numa primeira avaliação, [a reforma] não trouxe grande novidade. A apresentação foi, me pareceu, bem feita tecnicamente. Mas quando passa a régua e diz começou, começou o que? Não se tem a menor ideia”, diz o economista-chefe do Fator sobre a discussão do texto no Congresso.

Fonte: Noticias ao minuto

PIS-Pasep começa a ser pago hoje para nascidos em março e abril

O valor do abono varia de R$ 83 a R$ 998, dependendo do período trabalhado formalmente em 2017

Oabono salarial PIS do calendário 2018-2019, ano-base 2017, começa a ser pago nesta quinta-feira (21) para os trabalhadores da iniciativa privada nascidos em março e abril. O PIS é pago na Caixa Econômica Federal.

O Pasep também será liberado para servidores públicos por meio do Banco do Brasil, para quem tem final da inscrição 6 e 7.

A estimativa da Secretaria do Trabalho, do Ministério da Economia, é que R$ 2,9 bilhões sejam pagos a aproximadamente 3,6 milhões de trabalhadores.

Como destaca o G1, o valor do abono varia de R$ 83 a R$ 998, dependendo do período trabalhado formalmente em 2017.

Fonte: Noticia ao minuto

Ford anuncia fechamento de sua fábrica em São Bernardo do Campo

A Prefeitura de São Bernardo do Campo calcula que ao menos 2.000 famílias no município devem ser afetadas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Ford anunciou nesta terça-feira (19) que vai fechar sua fábrica em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, onde produz caminhões e o Ford Fiesta. A produção será encerrada neste ano.

A unidade emprega 3.000 trabalhadores diretos. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a fábrica tem ainda 1.500 terceirizados.

A Prefeitura de São Bernardo do Campo calcula que ao menos 2.000 famílias no município devem ser afetadas.

A unidade será a primeira grande fábrica a encerrar sua produção naquele que, por décadas, foi o maior polo automotivo do Brasil.

A medida faz parte do plano de reestruturação global da marca, que acaba de estabelecer uma parceria com a Volkswagen para a fabricação de veículos utilitários.

Segundo representantes da montadora, o fechamento da unidade de São Bernardo não afeta a produção em Camaçari (BA), onde são feitos os modelos Ka e EcoSport, e em Taubaté (interior de São Paulo), que fabrica motores.

Em comunicado, a montadora afirma que vai deixar o mercado de caminhões na América do Sul. A Ford prevê impacto de cerca de US$ 460 milhões (R$ 1,71 bilhão) em despesas não recorrentes.

As vendas dos modelos produzidos em São Bernardo continuarão até o fim do estoque.

Em nota, o presidente da Ford América do Sul, Lyle Watters, afirma que a empresa “está comprometida com a América do Sul por meio da construção de um negócio rentável e sustentável, fortalecendo a oferta de produtos, criando experiências positivas para nossos consumidores e atuando com um modelo de negócios mais ágil, compacto e eficiente”.

Segundo a montadora, manter a fábrica em funcionamento exigiria investimentos para se adequar “às necessidades do mercado e aos crescentes custos com itens regulatórios sem, no entanto, apresentar um caminho viável para um negócio lucrativo e sustentável”.

O executivo afirma que a empresa manterá planos de garantia, peças e assistência técnica para os veículos que estão saindo de linha.

A saída da Ford do mercado de caminhões deve gerar um efeito cascata ainda difícil de mensurar. Distribuidores e fornecedores da fábrica de São Bernardo podem quebrar com a dificuldade de as demais empresas do setor substituírem a demanda que vinha da montadora.

A situação deve ainda engrossar a fila de desempregados no ABC paulista, gerando um problema social grave.”Sabemos que essa decisão terá um impacto significativo sobre os nossos funcionários de São Bernardo do Campo e, por isso, trabalharemos com todos os nossos parceiros nos próximos passos”, disse Watters.

Começa agora a complexa negociação com os sindicatos, mas a Ford não pretende remanejar funcionários. As unidades de Taubaté e Camaçari estão com o quadro completo –a fábrica na Bahia seria, inclusive, distante demais.

O encerramento da produção do Ford Fiesta Hatch já era esperado. O carro é vendido somente com motor 1.6 flex e custa a partir de R$ 52.7 mil. A surpresa é o encerramento da produção de caminhões.

Ainda assim, o anúncio do fim das atividades da Ford em São Bernardo pegou todos de surpresa. Ao contrário da General Motors, a montadora americana não ameaçou, nem tentou negociar benesses tributárias com os governos estadual ou federal.

Pesou para a decisão a crise no mercado de caminhões, que subiu impulsionado por incentivos do governo nos anos petistas, mas depois caiu abruptamente. Houve alguma recuperação recente, mas, na média, o setor continua com 70% de capacidade ociosa.

A fábrica de São Bernardo, por exemplo, só operava às terças, quartas e quintas-feiras.

Um segundo aspecto importante é a situação da própria Ford. Como as demais montadoras, a empresa vem perdendo dinheiro no Brasil. De 2013 a 2018, a Ford América do Sul acumula prejuízo de US$ 4,5 bilhões (R$ 21 bilhões).

Soma-se a isso o fato de que a Ford não produz caminhões em nenhum outro lugar do mundo. Logo, custos de engenharia e desenvolvimento de produtos não são diluídos.

Segundo apurou a reportagem, o comando da Ford até tentou evitar o fechamento da fábrica durante os últimos dois anos. Houve negociações para vender a fábrica ou fechar algum tipo de parceria, mas elas não prosperam.

O prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando (PSDB), considerou a decisão um “desrespeito profundo com a cidade”.

“Não tinha nenhum indicativo, nenhum indício de que isso poderia acontecer”, afirmou. “Fizemos alteração viária no entorno da fábrica, levei para eles a lei que aprovamos de que, a partir de cem novos empregos gerados, passariam a ter desconto do IPTU.”

Na avaliação de Morando, é possível reverter a decisão.

Ele diz que entrou com contato com o gabinete do presidente Jair Bolsonaro e aguarda um retorno.

“Deixei recado com o governador de São Paulo, João Doria [PSDB], que vai me retornar ainda hoje, mas já sinalizou disposição a ajudar.”

Em nota, a Secretaria da Fazenda e Planejamento do governo do estado de São Paulo disse que a decisão foi da Ford e que compete apenas à empresa comentar.

“Acho que é possível reverter a decisão se nos derem margem para o diálogo. A Ford, do jeito que se posicionou, não parece querer. A questão é tributária? Qual o incentivo, a necessidade [da montadora]? É uma empresa que já teve benefício fiscal dos governos, nunca a iniciativa pública se negou a falar com eles. Não pode ser pela porta dos fundos que vão sair da cidade”, disse Morando. Com informações da Folhapress.

Fonte : noticias ao minuto