Desenvoltura de Mourão desperta a ira de evangélicos

O discurso independente e a desenvoltura do vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) desgastaram a relação do Palácio do Planalto com o setor evangélico, considerado fundamental na eleição do presidente Jair Bolsonaro. Nos últimos dias, líderes de igrejas que durante a campanha apoiaram explicitamente o candidato do PSL e representantes do segmento no Congresso expuseram a insatisfação com o vice, principalmente após ele se manifestar contra a transferência da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém.

As lideranças religiosas e parlamentares da bancada evangélica pretendem pressionar o presidente para que ele desautorize publicamente o vice – Bolsonaro permanece internado em São Paulo se recuperando da cirurgia para a reconstrução do trânsito intestinal.

Na condição de presidente em exercício, Mourão recebeu no último dia 28 o embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, e defendeu a posição que contraria manifestações anteriores do próprio Bolsonaro.

Com 108 deputados e 10 senadores na atual Legislatura, a Frente Parlamentar Evangélica, que tem uma atuação historicamente coesa em defesa de suas bandeiras, terá um peso decisivo para a agenda do governo no Congresso Nacional.

“Vamos cobrar (do Bolsonaro) o cumprimento daquilo que foi tratado. Se o Mourão está a serviço de algum grupo de interesse contrário a que isso aconteça, tenho convicção que ele perdeu essa queda de braço. Mourão é um poeta calado. Sempre que abre a boca cria um problema para o governo”, disse ao Estado o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), principal porta-voz da Frente.

O deputado deve assumir a presidência do grupo nos próximos dias. O atual presidente, deputado Hidekazu Takayama (PSC-PR), não se reelegeu.

Os evangélicos ficaram também incomodados com o vice por causa de uma entrevista na qual ele defendeu que o aborto é uma escolha da mulher. O ponto central das queixas, contudo, é a questão da mudança da embaixada brasileira de Tel-Aviv para Jerusalém. “Esse foi um compromisso de campanha do presidente da República com nosso seguimento. Nós não pedimos muitas coisas a ele, mas essa foi uma delas”, disse Sóstenes.

“Por que o Mourão, sabendo das bandeiras do Bolsonaro, não se manifestou antes da eleição? É uma coisa feia esconder suas convicções. Faltou protocolo e ética no exercício da função dele. Mourão está fazendo campanha para 2022, mas a ala conservadora não vota nele nunca”, disse ao Estado o pastor Silas Malafaia, líder da igreja evangélica Vitória em Cristo e presidente do Conselho dos Pastores do Brasil.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu Jerusalém capital de Israel em dezembro de 2017. Cinco meses depois, a embaixada norte-americana foi transferida para lá.

Para o bispo e presidente do Ministério Sara Nossa Terra, Robson Rodovalho, a mudança da embaixada “facilitaria muito” a viagem de brasileiros a Israel e estimularia a ampliação da oferta de voos.

Os contrários à mudança alertam para os potenciais prejuízos para as exportações brasileiras para países árabes, que estão entre os principais importadores de carne bovina e de frango do País. O Brasil pode também receber pressão da comunidade internacional. Para a ONU, o status de Jerusalém deve ser decidido em negociações de paz.

“Quando o Bolsonaro se recuperar, nós vamos marcar uma audiência com ele. A ideia é levar uma carta deixando claro nossa insatisfação. Hoje, o Mourão é uma instituição e deveria guardar as opiniões para ela”, disse o deputado federal Filipe Barros (PSL-PR). Na semana passada, outros parlamentares usaram a tribuna da Casa para criticar publicamente o vice.

Segundo fontes do primeiro escalão das Forças Armadas ouvidas pelo Estado, Mourão age de forma “coerente” com o pensamento dos militares, especialmente quando faz críticas à política externa e sinaliza que a prioridade do governo deve ser a agenda econômica, e não a de costumes.

Ao desautorizar o chanceler Ernesto Araújo sobre a oferta de uma base no Brasil para os EUA, Mourão reproduziu a linha de pensamento dominante nas Forças Armadas, que contam com sete quadros no primeiro escalão e representam um dos pilares da administração. Procurada, a assessoria do vice disse que ele não iria se manifestar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 
 Fonte: notícias ao minuto 

Venezuela gera discussão entre Gleisi e Haddad em reunião do PT

A ida de Gleisi Hoffmann à posse de Nicolás Maduro, na Venezuela, foi tema de discussão entre a presidente do PT e o candidato derrotado do partido à Presidência, Fernando Haddad, em reunião da Executiva Nacional da legenda neste sábado, em São Paulo.

Último a falar, Haddad foi questionado por Valter Pomar, líder da corrente Articulação de Esquerda e aliado de Gleisi, sobre “declarações públicas” a respeito da ida da presidente do partido à posse de Maduro. Ele se referia a uma entrevista de Haddad ao jornal El País, na qual disse que não foi consultado sobre a viagem.

“O Valter Pomar falou sobre críticas públicas e eu perguntei se ele leu o que eu disse”, explicou Haddad. “O que eu falei foi que não participei da discussão, depois percebi que ninguém tinha participado e que recebi pela imprensa a informação. Estou falando de um protocolo que precisa ser observado. Nem precisava me ouvir, mas ninguém foi ouvido. O que falei é que teve uma carga simbólica muito forte e sobre o problema de comunicação, sobre a forma como se comunica isso”, disse o ex-prefeito de São Paulo depois da reunião.

Segundo relatos, durante o encontro Haddad teria argumentado que suas críticas à viagem de Gleisi foram de “método e não de mérito”. Ainda na Executiva, Gleisi tomou o microfone e rebateu Haddad. “Eu discordo dele. Acho que não é só questão de método. Tem um fundo político nisso. O PT tem que discutir, mas já temos uma posição pública que é a defesa da autodeterminação dos povos, da soberania e do reconhecimento do resultado das eleições”, disse a presidente do partido.

A ida de Gleisi à posse de Maduro dividiu opiniões no PT. Setores do partido reclamaram do fato de a presidente ter tomado a iniciativa sem consultar a direção e enxergaram no gesto de Gleisi um movimento rumo à esquerda petista e aos movimentos sociais em busca de apoio para a sua reeleição. O mandato de Gleisi termina este ano.

Neste domingo, a Executiva vai debater a forma de escolha da próxima direção. Alguns setores defendem a manutenção da eleição direta. Outros são favoráveis à eleição por meio de delegados para evitar denúncias de fraudes e irregularidades que marcaram as eleições internas anteriores.

A reunião deste domingo terá início com um relato do jornalista Breno Altman, que esteve na Venezuela e irá descrever o que viu no país de Nicolás Maduro. Com informações do Estadão Conteúdo. 

 
 Fonte: notícias ao minuto 

Maia afirma que não dará ‘sala’ para o governo na Câmara

Reeleito presidente da Câmara com 334 votos e sem a ajuda do Palácio do Planalto, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) deu o primeiro troco no governo dias após ser reconduzido ao cargo. Ele negou pedido da equipe do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que queria ter uma sala nas dependências da Casa para despachar diretamente com os deputados. A tentativa do Planalto de fazer um “puxadinho” na Câmara foi classificada por Maia como algo “bobo”.

Fortalecido pela expressiva votação, Maia demonstrou em entrevista ao Estado que inaugura uma nova fase. Ele negou que vai adotar o estilo “bateu, levou”, mas mandou vários recados. Disse que foi traído pelo PT e avisou o Tribunal de Contas da União (TCU) que nem tente legislar sobre a Lei Kandir. “Deixo eles sem orçamento até 2022”, afirmou.

A saúde do presidente Jair Bolsonaro pode atrasar a reforma da Previdência?

Não acho, porque, pelo prazo do encaminhamento da reforma, pelas previsões, o presidente já não vai estar mais no hospital. Então, ele pode tomar a decisão final sobre qual texto ele vai querer encaminhar.

A articulação política para aprovar a reforma fica prejudicada? Ninguém vai votar nada de Previdência daqui a duas semanas. Então, é importante que o Onyx (Lorenzoni, ministro da Casa Civil) vá organizando a base e, quando o presidente tiver condições, pelo menos dê o sinal de que aquilo que o Onyx organizou está “ok” para ele. Claro que a presença do presidente ajuda, mas não atrapalha nem atrasa.

Os líderes estão reclamando da falta de diálogo com os ministros.

Não acho que a política esteja sendo surpreendida pela forma como o presidente organizou o primeiro escalão do governo. Não era isso que ele falava na campanha? Ele dizia que ia escolher quadros técnicos. Ninguém se surpreendeu com isso.

Na sua primeira entrevista, após a sua eleição, o senhor colocou em dúvida a capacidade do governo de reunir 308 votos para aprovar emenda constitucional com essa nova postura.

Sempre me perguntavam se eu achava que ia ter voto ou não. Falei que eu não sei porque é uma forma nova de governar. Não quer dizer que não vai dar certo. Agora, tem de organizar. Até porque o presidente foi eleito, mas o Parlamento também foi eleito.

Até agora não deu certo…

Não sei, ainda não teve nenhuma votação.

Mas tentaram influenciar na eleição para o comando da Câmara e não conseguiram…

É. De alguma forma, o Onyx tentou influenciar. Criar uma candidatura que tivesse um alinhamento maior com a questão dos costumes, com ele. Não conseguiu. Mas nunca vi digital do presidente nesse processo. Só dos filhos dele (Bolsonaro) e publicamente.

O senhor vai ignorar Onyx como interlocutor do governo?

Quem escolhe o interlocutor é o governo, e é o Onyx. Não quer dizer que eu não possa dialogar com o (Gustavo) Bebianno (ministro da Secretaria-Geral da Presidência), com quem tenho uma relação hoje de muita confiança. Eu não vou ficar trabalhando da presidência da Câmara para derrubar ninguém. Agora, (eu e Onyx) vamos ter de reconstruir nossa relação de amizade de muitos anos.

 

O governo escolheu mal o líder na Câmara Major Vitor Hugo (PSL-GO)? Ele está sendo boicotado pelos partidos.

Eu ouvi muita reclamação dos líderes sobre a forma como eles foram convidados para uma reunião (pelo WhatsApp). Porque a política não é uma relação de comando. Quando você convida líderes para uma reunião, você está convidando iguais. Eu só vi o convite, me pareceu minimamente polêmico.

Quando as comissões temáticas estarão instaladas?

Em duas semanas. Não tem como atrasar. A Comissão de Constituição e Justiça já está consolidada que é do PSL. A Comissão de Finanças e Tributação, o PSL e o MDB querem. Tudo o que tem conflito tem de ser negociado. Tem 25 comissões, não é possível que a gente não consiga atender a todo mundo.

O ex-deputado Carlos Manato (PSL-ES), da equipe de Onyx, pediu ao senhor uma sala para despachar da Câmara.

O Executivo fica no Executivo e o Legislativo fica no Legislativo. Já disse a ele que não vou dar. Eu vou ligar agora para o Onyx e falar: ‘Põe uma sala aí para o Parlamento que a gente quer ir comandar daí de dentro, discutindo com vocês suas decisões’. É uma coisa boba, não faz sentido isso.

O ministro Paulo Guedes (Economia) disse que o senhor vai ser o articulador político da reforma da Previdência. Como o senhor vê essa declaração?

Acho que eu posso ajudar. Já tenho uma certa experiência no comando da Câmara, que me faz ter condições de ajudar, não estou preocupado com o título. Paulo Guedes é nosso líder na área econômica.

O senhor tem procurado governadores em busca de votos?

Não é só arregimentar votos, você precisa organizar com os governadores qual é a pauta deles. Porque nenhum governador vai votar a Previdência só porque ela é importante. Quando você cria uma pauta de cinco itens, incluindo a Previdência, você vai dando condições para que esses governadores comecem a ajudar para a votação da reforma.

A Lei Kandir é um assunto de interesse dos Estados e o Tribunal de Contas da União pode dizer que o governo não precisa mais ressarcir os Estados.

Se o TCU legislar, vai entrar em guerra com o Congresso. Vamos acabar com o poder do TCU, se eles fizerem uma lambança dessas. Isso não será aceito de forma alguma pelo Legislativo. Eles vão levar um troco grande. A gente tira o orçamento deles. Vão ficar sem orçamento até 2020. Vai ser coisa pesada, não tem brincadeira com esse negócio, não.

Que projeto o senhor vai colocar para votar para testar o tamanho da base do governo? O pacote do ministro Sérgio Moro pode ser esse termômetro?

O próprio Moro já me disse que sabe que a Previdência é prioridade. O dele vai andar, e vamos votar a Previdência antes. O pacote anticrime do Moro não é econômico e não dá para testar com ele.

O senhor acha que as redes sociais vão influenciar as votações na Câmara?

Os movimentos têm força quando eles têm apelo na sociedade. Acho que a questão do Renan (Calheiros) tinha esse apelo (o movimento Fora, Renan influenciou a derrota do emedebista na eleição para a presidência do Senado). Depende do tema.

Mas os deputados youtubers vão estar no plenário…

Quando o youtuber vira deputado, ele começa a ser cobrado daqui a algum tempo sobre soluções. O seguidor dele vai querer saber como é que ele ajudou o Brasil a sair da crise e como fez para que esses temas fossem resolvidos.

Quando o senhor se emocionou ali no fim da eleição, foi exatamente por qual motivo?

Essa pareceu a eleição mais fácil, mas foi a mais difícil. Foi uma construção que precisou ser feita com muito cuidado. Havia um movimento de mudança. Podia ter havido um movimento dos novos de não votar em quem estava renovando mandato. Não sabíamos.

Muita gente se sentiu traída pelo senhor neste processo, o PT, o PSB…

O PT fez o acordo comigo de que eu traria primeiro o PSL e, depois, o PT. Na verdade, se alguém ali foi traído, fui eu. Eles vieram aqui em casa. Mas eu disse que eu ia trazer o PSL antes, porque não podia ser candidato de oposição. Eles falaram que não tinha problema nenhum. ‘Você traz o PSL e depois a gente vem.’ Então, se alguém traiu ali, foi o PT.

O senhor vai concorrer ao Planalto em 2022?

Acho que tem um quadro montado para 2022 em que não tenho espaço para isso. O próprio presidente, governadores que são candidatos naturais e alguns dos meus aliados. Cada um tem de saber o seu espaço.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 Fonte: notícias ao minuto 

Calunguinha na Folia encanta crianças com versão mirim do Homem da Meia-Noite em Olinda

Homem da Meia-Noite em sua versão mirim encantou crianças e suas famílias na segunda edição da prévia carnavalesca infantil Calunguinha na Folia, neste sábado (9). O bloco teve com música, brinquedos e contação de história no pátio do Bonsucesso, no Sítio Histórico de Olinda(

Neste ano, o evento homenageia o grupo Mão Molenga e o Museu do Mamulengo.

Organizador do evento, Thales de Siqueira foi quem teve a ideia de fazer um bloco dedicado à criançada. Neto de Tarcio Botelho, que presidiu por 11 anos o Clube de Alegoria e Crítica Homem da Meia-Noite, ele fala sobre a popularidade do calunguinha.

“O evento é de rua, é do povo. Os brinquedos são gratuitos, assim como todas as atividades”, afirma.

Thales de Siqueira é organizador do Calunguinha na Folia, em Olinda — Foto: Mônica Silveira/TV Globo

Thales de Siqueira é organizador do Calunguinha na Folia, em Olinda — Foto: Mônica Silveira/TV Globo

Representante do Museu do Mamulengo, Luciano Borges agradeceu a homenagem ao local, que fica dentro do Mercado Eufrásio Barbosa, no bairro do Varadouro, em Olinda.

“É uma honra enorme, quero agradecer profundamente ao calunguinha pela homenagem. O Museu do Mamulengo faz 25 anos em 2019 e nada melhor que comemorar nessa festa linda, nesse dia lindo e abençoado”, declara.

A festa começou 12h30, com a liberação dos brinquedos para as crianças. Também foi realizado um Cine Calunguinha e uma sessão de karaokê, seguida por apresentação do Mão Molenga, Museu do Mamulengo e a contadora de histórias Vera Nóbrega.

O desfile do Calunguinha foi seguido pelo show de Edcarlos e os Amiguinhos.

Calunguinha na Folia fez alegria das crianças em Olinda — Foto: Mônica Silveira/TV Globo

Calunguinha na Folia fez alegria das crianças em Olinda — Foto: Mônica Silveira/TV Globo

 
 Fonte: G1

#NãoÉNão: mulheres se unem para brincar o carnaval e lutar contra o assédio no Recife

“Não é não”. Esse é o lema de uma campanha que visa coibir o assédio e a violência contra a mulher durante as prévias e o carnaval do Recife e de Olinda. Neste sábado (9), o movimento foi até a prévia do bloco “Eu Me Vingo de Tu no Carnaval” para distribuir tatuagens e fitas aos foliões.

A campanha é realizada pelo aplicativo Mete a Colher, que busca mapear mulheres em situação de vulnerabilidade e conectá-las com outras disponíveis para ajudar. O grupo saiu distribuindo tatuagens com a frase “não é não!” pelo bairro da Boa Vista, onde blocos desfilam neste fim de semana.

A publicitária Isabel Cavalcanti, embaixadora do Não é não em Pernambuco, explica que a ideia é politizar o corpo das mulheres para dizer “não” à violência.

Tatuagens distribuídas no carnaval do Recife são contra assédio — Foto: Pedro Alves/G1

Tatuagens distribuídas no carnaval do Recife são contra assédio — Foto: Pedro Alves/G1

“Nossa questão é usar o corpo da mulher como ferramenta política. No carnaval, mais que em qualquer outra época, fica naturalizado o assédio e a violência contra a mulher, porque é quando ela está mais vulnerável. A tatuagem vem para politizar nosso corpo. Está escrito na pele que não é não”, afirma.

Também embaixadora do movimento, a designer Jade Jofilsan diz que, para o carnaval de 2019, foram compradas, por meio de financiamento coletivo, cerca de 20 mil tatuagens e 20 mil fitas para identificar mulheres dispostas a ajudar outras em situação de perigo.

“Essas fitinhas têm dizeres que afirmam que uma mulher está disposta a ajudar outra na rua. Por exemplo, se uma mulher estiver em perigo e ver outra usando a fita, ela sabe que essa pessoa está apta a prestar assistência. Já fazemos a distribuição há dois anos”, conta.

Isabel Cavalcanti (esquerda) e Jade Jofilsan são embaixadoras da campanha "Não é não" no Recife — Foto: Pedro Alves/G1

Isabel Cavalcanti (esquerda) e Jade Jofilsan são embaixadoras da campanha “Não é não” no Recife — Foto: Pedro Alves/G1

Ainda segundo Isabel Cavalcanti, o Eu me vingo de tu no carnaval foi escolhido como um dos blocos para a distribuição das tatuagens por causa de um relato de assédio ocorrido durante uma prévia, no bairro do Espinheiro, Zona Norte da cidade. Casos como esse podem ser configurados como importunação sexual. A tipificação criminal desse tipo de atitude foi sancionada em setembro de 2018.

“Houve um caso de beijo forçado numa prévia, em janeiro. Por isso, decidimos vir até o bloco. A direção da troça foi completamente receptiva, está em contato conosco e também não apoia esse tipo de atitude”, afirma.

Integrante do “Eu me vingo”, a atriz Thaysa Zooby falou sobre a importância de discussões sobre o machismo durante o carnaval. “É um momento delicado e temos mulheres na diretoria do bloco para que a discussão seja mais forte. Queremos que os machistas se danem”, diz.

 Fonte: G1

Bloco colore ruas do Recife com foliões vestidos de vermelho e amarelo

O Centro do Recife, virou polo da folia neste sábado (9), durante a prévia do bloco “Eu Me Vingo de Tu no Carnaval”. Vestidos de vermelho e amarelo, os foliões se reuniram na Rua Mamede Simões e saíram pelo bairro de Santo Amaro, celebrando a boemia característica do local nas noites recifenses.

O grupo se concentrou na Mamede e saiu em cortejo até a escola Ginásio Pernambucano, na Rua da Aurora. Uma banda de frevo acompanhou a troça, que se intitula um “bloco anárquico pseudo cult etílico engajado”. Mulheres distribuíram tatuagens contra o assédiona campanha “Não é não”.

Uma das organizadoras do bloco, a atriz Thaysa Zooby fez as vezes de porta-bandeira do bloco, guiando os foliões pelas ruas. “Esta é o quinto ano que o bloco sai nas ruas. Começou como uma brincadeira e tomou essa proporção. Queremos brincar e ser felizes”, afirma.

Thaysa Zooby é porta-bandeira do bloco 'Eu me vingo de tu no carnaval', no Recife — Foto: Pedro Alves/G1

Thaysa Zooby é porta-bandeira do bloco ‘Eu me vingo de tu no carnaval’, no Recife — Foto: Pedro Alves/G1

A advogada Bárbara Costa e o publicitário Antônio Recamonde foram ao bloco vestidos como o clássico personagem mexicano Chapolin Colorado. Segundo Bárbara, que mora no bairro das Graças, Zona Norte do Recife, a prévia é uma forma de se preparar para a folia nas ladeiras de Olinda.

“A gente sempre vem para o ‘Eu me vingo’. No carnaval, deixo o Recife de lado para subir a ladeira nas troças de Olinda. Agora, a folia está pertinho de casa”, afirma.

No Recife apresentando o espetáculo “BR-Trans”, que tem a última sessão neste sábado (9), o ator Silvero Pereira não perdeu a oportunidade de experimentar um pouco do carnaval pernambucano. É a terceira vez que ele vem à capital pernambucana.

No Recife, Silvero Pereira acompanhou o bloco 'Eu me vingo de tu no carnaval' — Foto: Pedro Alves/G1

No Recife, Silvero Pereira acompanhou o bloco ‘Eu me vingo de tu no carnaval’ — Foto: Pedro Alves/G1

“Já passei dois carnavais no Recife, a última vez há seis anos. O carnaval recifense é um dos mais democráticos que existem, porque a galera vai para a rua, não tem corda, não tem pudor. Gosto muito desse tipo de festa”, afirma.

Wilson Albuquerque e Sérgio de Castro foram à prévia usando uma peruca loira. O bigode, usado pelos dois, deu charme especial à caracterização.

“A fantasia transita entre o ‘He-Man depois da festa’ e ‘Legalmente Loira’. A festa está ótima, carnaval é para isso”, afirma Sérgio.

Wilson Albuquerque e Sérgio de Castro no bloco 'Eu me vingo de tu no carnaval', no Recife — Foto: Pedro Alves/G1

Wilson Albuquerque e Sérgio de Castro no bloco ‘Eu me vingo de tu no carnaval’, no Recife — Foto: Pedro Alves/G1

Concentração do bloco 'Eu me vingo de tu no carnaval' foi na Rua Mamede Simões, Centro do Recife — Foto: Pedro Alves/G1

Concentração do bloco ‘Eu me vingo de tu no carnaval’ foi na Rua Mamede Simões, Centro do Recife — Foto: Pedro Alves/G1

Foliões se reuniram no Recife para o bloco 'Eu me vingo de tu no carnaval' — Foto: Pedro Alves/G1

Foliões se reuniram no Recife para o bloco ‘Eu me vingo de tu no carnaval’ — Foto: Pedro Alves/G1

'Eu me vingo de tu no carnaval' tomou ruas do Centro do Recife — Foto: Pedro Alves/G1

‘Eu me vingo de tu no carnaval’ tomou ruas do Centro do Recife — Foto: Pedro Alves/G1

 
 Fonte: G1

Casa de Alceu Valença é interditada às vésperas de show em Olinda

O casarão Estação da Luz, conhecido como a casa de Alceu Valença, foi interditado na noite da sexta-feira (8), durante vistoria realizada pelo Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de Olinda. O imóvel, que fica localizado na Rua Prudente de Morais, no Sítio Histórico da cidade, é sede do evento Olinda Tropicana, que recebe shows nos domingos de fevereiro.

No domingo (10), o maestro Spok recebe Alceu Valença, Don Troncho, Josildo Sá, Bia Villa-Chan e D’Breck. O DJ 440 e uma agremiação local também se apresentam na prévia, que começa às 15h. Ao G1, a assessoria de imprensa do Olinda Tropicana informou que a festa está mantida e que a situação deve ser regularizada antes do show.

A Defesa Civil de Olinda informou que a interdição da área do evento foi feita pelo Corpo de Bombeiros, que recomendou ajustes no guarda-corpo, instalação de lâmpada de emergência e retirada de uma antiga instalação de gás, que não está mais em uso. Uma nova vistoria deve ser feita antes de liberar a casa para o evento.

Alceu Valença é uma das atrações do Olinda Tropicana deste domingo (10) — Foto: Eny Miranda/Divulgação

Alceu Valença é uma das atrações do Olinda Tropicana deste domingo (10) — Foto: Eny Miranda/Divulgação

De acordo com o secretário executivo da Defesa Civil, Cristiano Arruda, da parte da prefeitura, os problemas identificados estão na parte predial.

“São alguns ajustes que não estão na parte onde o evento do domingo está agendado. São pequenas modificações que o pessoal de engenharia do local pode fazer na questão estrutural do prédio”, afirma.

 
 Fonte: G1

Texto da reforma da Previdência é preparado para cortes

O texto da reforma da Previdência que a equipe econômica do governo federal vai enviar ao Congresso Nacional terá alguma “gordura para ser podada”, como diz o colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”.

Um dos assuntos que deve ser discutido na delicada negociação é a idade mínima para a aposentadoria das mulheres, por exemplo. É bem capaz que a idade seja reduzida para 62 anos, pois isso não afetará o ajuste pretendido.

 
 Fonte: notícias ao minuto