Após simular o próprio sequestro, mulher é presa com os falsos sequestradores

Polícia Civil prendeu na noite da sexta-feira (17), quatro envolvidos em um falso sequestro em Petrolina, Sertão de Pernambuco. Entre os presos, está o policial civil do Estado da Bahia, José Flávio de Oliveira. Além dele, também estão envolvidos no crime, Ayron Maxsuel dos Santos Silva, que tem passagem por tráfico de drogas, Israel Alexandre de Barros Silva e a falsa vítima do sequestro, Tathiany Suellen da Silva Santos. O grupo foi levado para a Delegacia do Bairro Ouro Preto.

De acordo com o delegado Gregório Ribeiro, inicialmente, o grupo tentou ganhar R$ 72 mil com o resgate. O dinheiro, pago pela família de Tathiany, seria utilizado para quitar dívidas da suposta vítima, inclusive com os outros envolvidos no crime.

“Assim que o dinheiro foi entregue na cidade de Juazeiro(BA), nós fizemos a abordagem aos envolvidos, onde constatamos que tudo teria sido uma armação por parte da Tathiany, em razão dela estar devendo dinheiro a algumas pessoas e essa seria uma forma dela conseguir que a família a ajudasse a pagar essa dívida”, explica o delegado.

O delegado informou que durante o período que Tathiany dizia estar sequestrada, era ela quem mantinha contato com a família. Ela pedia para que os familiares conseguissem o dinheiro do resgate o mais rápido possível, do contrário, os supostos sequestradores iram matá-la. Acreditando no sequestro de Tathiany, o irmão dela denunciou o caso à polícia.

O delegado Gregório Ribeiro acompanha o caso (Foto: Emerson Rocha)O delegado Gregório Ribeiro acompanha o caso (Foto: Emerson Rocha)

O delegado Gregório Ribeiro acompanha o caso (Foto: Emerson Rocha)

Seguindo as orientações da polícia, a família conseguiu diminuir o valor do resgate para R$40 mil. A entrega do dinheiro foi marcada em um ponto da cidade de Juazeiro. Após o pagamento e a liberação da suposta vítima, a polícia perseguiu os três homens envolvidos, que estavam em duas motos. Ayron Maxsuel e José Flávio, que estava com uma pistola, foram presos durante a perseguição. Israel Alexandre conseguiu fugir com o dinheiro do resgate, mas foi detido logo em seguida.

Na delegacia, os presos confirmaram que aquele era um falso sequestro, com o envolvimento da susposta vítima. Com isso, Tathiany também foi detida. A polícia recuperou o dinheiro usado no resgate, além de apreender duas motos, a pistola usada pelo policial civil e munições. Segundo o delegado, durante o período em que dizia estar sequestrada, Tathiany estava escondida em uma chácara na cidade de Juazeiro.

Os quatro agora vão responder pelo crime de extorsão majorada de pessoas, quando há mais de dois envolvidos no crime, com pena que vai de quatro a dez anos. Eles passarão por uma audiência de custódia no Fórum de Petrolina neste sábado.

Fonte: G1

Sobe número de brasileiros que desistiram de procurar emprego

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que 3,3 milhões de pessoas desistiram de procurar emprego no país desde o início da crise econômica, há quatro anos. Como compara o ‘G1’, é como se toda a população do Uruguai ou do Amazonas ficasse sem trabalhar.

A situação destoa do padrão observado em momentos de crise. Normalmente, pessoas que não trabalham para se dedicar aos filhos ou a estudos, por exemplo, costumavam procurar emprego para compor a renda familiar. Contudo, a baixa perspectiva de conseguir uma vaga fez com que o Brasil alcançasse o recorde de desalentados (pessoas em idade ativa e em condições de trabalhar que não buscam emprego).

 

Em 2013, o Brasil entrou na maior crise econômica da sua história recente. Desde então, o número de desalentados começou a subir e aumentou 227%.

De acordo com o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, consultado pelo ‘G1’, vários fatores levam uma pessoa a integrar o grupo dos desalentados, incluindo a perda de poder aquisitivo. “Muitas dessas pessoas desalentadas sequer têm dinheiro para pagar passagem e procurar emprego. Mas se você oferecer [uma vaga de emprego], elas vão aceitar e vão poder assumir”, explicou.

Ainda de acordo com o pesquisador, também contribui para o aumento do desalento a percepção subjetiva da população em relação ao mercado de trabalho. “A dificuldade de outros integrantes da família de conseguir uma vaga, ou mesmo as notícias na mídia sobre o desemprego elevado já influenciam a percepção das pessoas sobre a dificuldade de se conseguir um emprego”, disse.

Dos 13 milhões de desempregados no Brasil no 2º trimestre deste ano, 3,1 milhões buscavam uma oportunidade no mercado há mais de dois anos.

Fonte: notícias ao minuto

Correios vão lançar ‘Uber’ da entrega até o fim deste ano

Até o fim deste ano, os Correios querem anunciar uma nova empresa de logística para concorrer no mercado de entrega de encomendas. O serviços funcionará praticamente do mesmo jeito que o Uber. Por meio de um aplicativo no celular, o usuário poderá chamar um prestador de serviço – carro, moto ou até mesmo bicicleta – para que entregue sua encomenda em determinado endereço.

Estado apurou que os Correios negociam parceria com uma empresa de tecnologia para lançar o aplicativo e que a expectativa é bater o martelo nas próximas semanas. O objetivo é oferecer um serviço de “entrega a jato”, em poucas horas.

As informações foram confirmadas pelo presidente dos Correios. “Ainda estamos fechando os detalhes desse negócio, mas vamos iniciar este serviço ainda neste ano.”

Com a iniciativa, os Correios querem entrar em um tipo de operação que já virou tendência em outros países. Trata-se do chamado “crowdshipping” – termo que une as palavras crowd (multidão) e shipping (remessa) -, que tem a proposta de permitir que cidadãos comuns possam fazer entregas de terceiros, desde que estejam habilitados para isso.

No Brasil, já existem algumas iniciativas em funcionário, como o “Eu Entrego”. Para usar o serviço, o dono da encomenda se cadastra, descreve o tamanho do produto, local e data da retirada da entrega e quanto está disposto a pagar. A partir daí, entregadores independentes cadastrados no site se candidatam ao serviço, apontando se aceitam o valor proposto ou se fazendo uma proposta.

Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a iniciativa deve ser estruturada com o máximo cuidado, para evitar fraudes e prejuízos aos usuários do serviço. “O Idec considera que a iniciativa dos Correios deve ter atenção aos critérios para seleção da empresa parceira e os mecanismos de autorregulação criados para garantia de qualidade dos serviços”, comenta Rafael Zanatta, advogado do Idec. “O serviço deve zelar pela garantia dos direitos básicos dos consumidores e responsabilização, tanto dos Correios quanto pela empresa de tecnologia intermediadora, por violações causadas aos consumidores.” Com informações do Estadão Conteúdo.

Fonte: notícias ao minuto

Governo diz que concessões de aeroportos e ferrovias não saem este ano

Após meses de promessas e constantes revisões de cronogramas, o governo jogou a toalha e já admite que boa parte de seus projetos de concessão de infraestrutura na área de transportes não vai sair do papel neste ano. A lista de leilões frustrados inclui, por exemplo, 12 aeroportos, 4 ferrovias e pelo menos 6 trechos de rodovias. Com esses empreendimentos praticamente fora da agenda de 2018, o governo Temer deixará de anunciar a contratação de pelo menos R$ 64 bilhões em investimentos.

Sem perspectivas de cumprir prazos que havia anunciado, o governo mudou o tom do discurso. O objetivo agora é deixar os projetos numa “fase irreversível”, ou seja, encaminhados para que sejam concedidos em 2019. “Todo mundo cobra prazos. Mas o que estamos querendo é deixar a coisa irreversível, independente de sair ou não este ano”, diz Valter Casimiro, ministro dos Transportes.

O objetivo agora, diz Casimiro, é avançar com o envio dos editais para o Tribunal de Contas da União e, a partir daí, publicar o que for possível, para só então se pensar em uma futura data de leilão. “Muitas vezes somos cobrados por prazo, sob o argumento de que teria de sair este ano e ser publicado pelo presidente, mas não vamos fazer nada de forma atabalhoada.”

Na área de ferrovias, subiram no telhado as concessões de novos trechos, como a Norte-Sul, entre Tocantins e São Paulo, o Ferroanel de São Paulo, a Ferrogrão, em Mato Grosso, e a Fiol, na Bahia. Nos aeroportos, os 12 que estão para ser concedidos tiveram seus estudos e minuta de edital já encaminhados ao TCU, mas dificilmente serão objetos de leilão neste ano, dado que a corte de contas tem pelo menos 45 dias para analisar o material, prazo que é sempre renovado se há falta de informações.

A única certeza de concessão para este ano na área de transportes, portanto, é a oferta da Rodovia de Integração do Sul (RIS), que tem leilão marcado para 1.º de novembro, com expectativa de que haja boa competição. O governo conta ainda com a realização de um leilão de terminais portuários em 28 de setembro, mas é grande o risco de este certame dar resultado vazio, uma vez que o governo não alterou as margens de retorno do investimento.

Fixada em 8,03% ao ano, ela afastou investidores dos terminais de Paranaguá (PR) leiloados em julho.

Para Casimiro, não há razão para pressa e não se pode abrir mão da lisura do processo apenas para que as concessões saiam ainda neste governo. “Sou técnico da casa, sou um funcionário de carreira do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Não dá para você trabalhar com prazo eleitoral e comer outras etapas que garantam competitividade.” Com informações do Estadão Conteúdo.

Fonte: notícias ao minuto