Fagner abre o Festival Expocrato 2018 com show especial neste sábado

Grande atração da noite de abertura do Festival EXPOCRATO 2018, o consagrado cantor cearense Raimundo Fagner sobe ao palco do evento neste sábado (14) abraçado pelo público da cidade com o nobre título de Cidadão Cratense. A honraria foi entregue nesta sexta-feira (13), em sessão solene no plenário Paulo Bezerra, na Câmara Municipal, com a presença de autoridades políticas, imprensa local e massiva quantidade de fãs do cantor, que puderam ver o ídolo de perto.

A ideia da titulação honorífica ao cantor partiu de um fã, o cratense Guilherme Farah. Emocionado com a honraria, Fagner aproveitou o momento para agradecer aos cratenses pelo carinho. Lembrou, ainda, que o Crato faz parte de sua história pessoal e profissional, já que foi na cidade queconheceu o poeta Patativa do Assaré, que lhe pediu a gravação da música “Vaca Estrela e Boi Fubá” – música que foi cantada ao final da cerimônia, atendendo a pedidos do público.

Natural de Fortaleza, a história de Raimundo Fagner Cândido Lopes, 68 anos, dispensa introduções. Artista completo, ele é cantor, compositor e produtor. Em sua discografia, possui mais de 40 álbuns. Entre suas músicas, mais conhecidas estão “Mucuripe”, “”Manera Fru Fru, Manera”, “Cavalo Ferro”, “Ave Noturna”, “Deslizes”, “Dezembros” e “Borbulhas de Amor”.

Primeiras noites do Festival Expocrato 2018
Para começar a maratona de shows, o Festival Expocrato preparou uma grande noite de abertura neste sábado (14), trazendo um show especial do cantor cearense Raimundo Fagner, um dos mais consagrados cantores brasileiros, que retorna ao evento após 16 anos, numa apresentação exclusiva. No seu retorno ao Festival, Fagner traz um repertório repleto de grandes sucessos dos seus 44 anos de carreira, como os eternos clássicos “Deslizes”, “Retrovisor”, “Espumas ao Vento” e “Borbulhas de Amor”. Na mesma noite, o Festival Expocrato traz duas gerações que se unem pelo regionalismo e personalidade: a cantora Eduarda Brasil, paraibana que venceu a última edição do programa “The Voice Kids”; e o cantor, compositor e instrumentista cearense Fábio Carneirinho.
No primeiro domingo de Expocrato, dia 15 de julho, o romance e o forró raiz ganham espaço com o sertanejo Léo Magalhães, que dá voz ao megahit “Oi”; o cantorJúnior Vianna, trazendo os sucessos do forró de vaquejada; a consagrada dupla de sanfoneiros Ítalo e Renno, com composições que são hits nas principais paradas de sucesso; o autêntico forró de Toca do Vale, com os grandes sucessos que acompanham o cantor que tem mais de 40 anos de carreira; e a animação de Rafael Belo Xote, que traz um show cheio de animação; e Ciço Bodim, que faz sua estreia na Expocrato com hits do CD Promocional recém-lançado
A segunda-feira, 16 de julho, é dia de muito romantismo com dois cantores que encantam multidões há décadas em todo o Brasil com canções que embalam os corações dos apaixonados: Fábio Júnior e José Augusto. Neste dia, o público também curte o agito do Forró Real e dos cantores Jordian do Acordeon e Flávio Leandro.
 
 
Festival Expocrato 2018
Um dos maiores eventos musicais do Norte e Nordeste, o FESTIVAL EXPOCRATO ganha nova roupagem em 2018 e traz os maiores artistas do Brasil para nove dias consecutivos de festa na região do Cariri, no Sul do Ceará. Promovida pela Multi Entretenimento, Social Music, Arte 
Produções e Mega Som, a festa acontece de 14 a 22 de julho, mesmo período em que ocorre a
67ª edição da Feira Agropecuária homônima, um dos maiores e mais tradicionais eventos do gênero no Brasil, realizada no Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcanti, no Crato.
Ao todo, são mais de 50 atrações musicais confirmadas, incluindo as principais bandas, duplas sertanejas, DJs e cantores dos cenários local e nacional da música brasileira, em seus mais diversos estilos (sertanejo, forró regional e eletrônico, MPB, pop rock, reggae e música eletrônica), numa intensa e gigantesca mistura de sons e ritmos.
FESTIVAL EXPOCRATO 2018
Data: 14 a 22 de julho
Local: Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcante
Abertura dos portões: 20h nos dias 14, 16, 17, 18, 19, 20, 21; e às 19h, nos domingos, 15 e 22 de julho

Realização: Multi Entretenimento, Social Music, Arte Produções e Mega Som


PONTOS DE VENDA

Internet: Bilheteriavirtual.com (SEM TAXAS)
Loja Oficial Festival Expocrato: Rua Doutor Miguel Lima Verde 503 A, Crato. Cariri Garden Shopping Loja 54 – Juazeiro do Norte CE
Loja Social Tickets no Shopping RioMar Fortaleza
Informações sobre ingressos e lotes: festivalexpocrato.com.br e @festivalexpocrato
 
Assessoria de Imprensa Regional Festival Expocrato 2018 – Capuchino Press

Consumidores voltam a pagar contas de luz em lotéricas após acordo entre Coelba e Caixa; serviço ficou 43 dias suspenso

Os consumidores de energia elétrica da Bahia voltaram a pagar as contas de luz nas casas lotéricas na manhã deste sábado (14), após a Companhia de Eletricidade do estado (Coelba) anunciar um acordo com a Caixa Econômica Federal (CEF).

O serviço ficou suspenso por 43 dias, depois que o banco e a companhia encerraram contrato. Neste período, milhares de consumidores reclamaram da dificuldade para pagar a fatura nos pontos de atedimentos restantes, além das filas imensas para conseguir fazer o serviço.

Neste sábado, até por volta das 9h30, o movimento nas casas lotéricas do bairro da Lapinha e na região do Largo do Tamarineiro, no centro de Salvador, era tranquilo. No entanto, entre os clientes, a maioria tinha a intenção de pagar a conta de luz.

A Coelba ainda não divulgou detalhes sobre o acordo firmado com a Caixa. Contudo, informou que continuam suspensos os cortes de energia, até terça-feira (17), exclusivamente para os clientes que ficaram com as faturas em atraso em decorrência do período em que a concessionária e o banco ficaram no impasse.

Suspensão

Consumidores reclamam das grandes filas para pagar conta de luz após lotéricas da Bahia deixarem de receber boleto da Coelba (Foto: Reprodução/TV Bahia)

Consumidores reclamam das grandes filas para pagar conta de luz após lotéricas da Bahia deixarem de receber boleto da Coelba (Foto: Reprodução/TV Bahia)

O pagamento nas casas lotéricas foi suspenso no dia 1º de junho. Na ocasião, a Coelba informou que as tentativas de negociação com a Caixa começaram em novembro de 2017, mas não houve acordo em relação ao reajuste de 50,5% no valor da tarifa por fatura arrecadada. Isso, segundo a companhia, inviabilizou a manutenção do convênio de arrecadação.

Na quarta-feira (11), após denúncia dos consumidores, a companhia também foi notificada pela Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor de Salvador (Codecon). No mesmo dia, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendouque a Coelba restabelecesse contrato com a Caixa para que o pagamento das contas de luz voltasse a ser feito nas lotéricas.]

 Fonte: G1

Transexuais têm dificuldades para alterar nome em cartórios de PE, apesar de decisão do STF

 

 Região Metropolitana do Recife, transexuais têm relatado dificuldades para alterar nos cartórios o prenome e o gênero que constam nos registros civis. Entre as queixas, estão a solicitação de laudo médico e a apresentação de testemunhas, dois procedimentos que perderam a obrigatoriedade após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em março deste ano.

Agora, após o julgamento da Corte, as alterações no registro de pessoas que não fizeram cirurgia de mudança de sexo pode ser feito no próprio cartório, sem que o procedimento seja judicializado.

A maquiadora Bruna Melissa, 25 anos, de Paulista, na Grande Recife, foi uma das pessoas que enfrentou problemas. Em abril, um mês após a decisão, ela procurou o 1º Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais da cidade para saber qual era a documentação necessária para ter acesso ao direito. “Entre as coisas que me pediram, constava o laudo médico. Eles disseram que sem isso eu não conseguiria o benefício”, explicou.

Segundo a jovem, essa não foi a única dificuldade. “Além do laudo, ainda me pediram vários antecedentes criminais e a pessoa que me atendeu deixou subentendido que, se eu tivesse algum problema, não iria conseguir a mudança”, declarou.

A cabeleireira Alanna Fernandes, de 29 anos, também relatou problemas com o mesmo cartório. Em junho, ela buscou o órgão para solicitar o novo registro. “A primeira vez que falei com eles, me disseram que em 30 dias eu poderia ter o documento em mãos, mas liguei novamente para confirmar a documentação e me falaram que esse prazo não existia mais, que iriam encaminhar o pedido à Justiça e que isso dependeria de autorização judicial”, comentou. Por ora, as duas desistiram de levar adiante os trâmites.

G1 procurou o 1º Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais de Paulista, que não atendeu as ligações.

De acordo com o defensor público Henrique da Fonte, do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria do Estado de Pernambuco (NUDPDH), o órgão também recebeu recentemente três queixas de cartórios que estariam criando barreiras para garantir o direito recém-concedido. “Duas pessoas nos procuraram porque o cartório havia exigido testemunhas e ainda estamos analisando o que houve no terceiro caso que nos chegou”, disse.

A entidade oferece orientação jurídica gratuita para pessoas interessadas em solicitar a alteração (veja detalhes abaixo) e, desde março, quando o STF autorizou as novas regras, vê aumentar o número de pessoas interessadas em fazer a mudança no registro de nascimento (pré-requisito para modificar as carteiras de identidade, habilitação, trabalho e demais documentos).

Alanna Fernandes, também de Paulista, no Grande Recife, ainda não teve os documentos modificados (Foto: Acervo pessoal)Alanna Fernandes, também de Paulista, no Grande Recife, ainda não teve os documentos modificados (Foto: Acervo pessoal)

Alanna Fernandes, também de Paulista, no Grande Recife, ainda não teve os documentos modificados (Foto: Acervo pessoal)

“O núcleo foi criado em 2016 e até a mudança na lei, em março, tínhamos cerca de 60 processos judiciais para pedir a adoção do nome social nos documentos. A partir da decisão do STF, que facilitou a obtenção do documento, nos dois primeiros meses registramos uma procura por orientação que variou entre três e cinco pessoas por semana. Agora, nos últimos meses, essa média subiu para entre sete e oito pessoas”, comentou o defensor público Henrique da Fonte.

Como denunciar

Henrique da Fonte explica que as pessoas que enfrentarem resistências nos cartórios devem procurar o serviço extrajudicial da Corregedoria Geral da Justiça de Pernambuco (CGJ-PE), responsável pela fiscalização dos cartórios do estado, para registrar a denúncia. “Como a Defensoria apenas orienta sobre o passo a passo, nem sempre ficamos sabendo como o atendimento é feito nesses locais, apesar de pedirmos um retorno das pessoas. É importante que sempre nos confirmem se deu tudo certo, para ajudarmos nos casos contrários”.

Treinamento

A Secretaria Executiva de Direitos Humanos de Pernambuco (SEDH), em nota, informou que o órgão também tem recebido denúncias de cartórios do estado que estão impondo dificuldades na mudança no prenome nos registros, o que motivou a busca por uma solução ao impasse.

“Para coibir a situação, a SEDH, por meio do Centro Estadual de Combate a Homofobia (CECH), irá promover uma formação com cartórios de todo o Estado, no próximo mês de agosto. O objetivo é instruir os funcionários a fim de otimizar o procedimento da retificação. O primeiro workshop acontecerá nos municípios de Recife, Olinda e Paulista”, explicou a assessoria de imprensa da secretaria, através de nota.

Onde buscar ajuda

Para quem tem dúvidas sobre como o procedimento deve ser cumprido, algumas entidades oferecem esse auxílio gratuitamente:

Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública de Pernambuco

Oferece orientação jurídica para quem não tem como pagar pelo serviço. O núcleo fica na Rua Imperador Dom Pedro II, 307, no Edf. Armando Monteiro Filho, no Centro do Recife (ao lado do Bolsa Família). O agendamento pode ser feito pelo número (81) 3182-5936. Quem mora em outras cidades, deve procurar o prédio da Defensoria Público mais próximo da sua residência.

Com relação à mudança do prenome nos registros, o órgão, quando encaminha o público aos cartórios, emite uma declaração que garante a gratuidade da alteração, já que esse serviço tem um custo (cada documento emitido pelos cartórios tem um preço).

Centro Estadual de Combate à Homofobia (CECH)

Gerenciado pela Secretaria Executiva de Direitos Humanos de Pernambuco, o CECH oferta orientação jurídica na sede do centro. Esse atendimento pode ser agendado através do número (81) 3182-7665, pelo e-mail centrolgbtpe@gmail.com ou, ainda, presencialmente, na Rua Santo Elias, 535, no bairro do Espinheiro.

Centro Municipal de Referência em Cidadania LGBT do Recife

A entidade, vinculada à Prefeitura da Cidade do Recife (PCR), conta com uma equipe multidisciplinar formada por advogados, psicólogos, agente de direitos humanos e assistente social. O centro fica na Rua dos Médicis, 86, no bairro da Boa Vista. O número para atendimento é (81) 3355-3456.

Com relação à mudança na documentação, a entidade busca sempre saber qual o cartório de destino de quem recebeu a orientação. Em seguida, eles entram em contato com as instituições para passar informações prévias a respeito dos procedimentos corretos.

Instituto Boa Vista

Com dez anos de atuação, a organização atua na defesa de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros. A entidade oferece, entre outros serviços, assistência psicológica, social e jurídica. O IBV está localizado na Rua das Ninfas, nº 84 A. O atendimento precisa ser agendado através dos números (81) 3072-9799 e (81) 99893-8941.

Documentação

Apesar de o STF ter julgado em março a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4275 – a que determinou as mudanças – somente em junho o Conselho Nacional de Justiça normatizou os procedimentos que os cartórios devem utilizar para conceder o novo documento. São estes:

  • Certidão de nascimento atualizada;
  • Certidão de casamento atualizada, se for o caso;
  • Cópia do registro geral de identidade (RG);
  • Cópia de identificação civil nacional (ICN), se for o caso;
  • Cópia do passaporte brasileiro, se for o caso;
  • Cópia do CPF;
  • Cópia do título de eleitor;
  • Cópia da carteira de identidade social, se for o caso;
  • Comprovante de endereço;
  • Certidão de distribuidor cível do local de residência dos últimos cinco anos (estadual/federal);
  • Certidão do distribuidor criminal do local de residência dos últimos cinco anos (estadual/federal);
  • Certidão de execução criminal do local de residência dos últimos cinco anos (estadual/federal);
  • Certidão dos tabelionatos de protestos do local de residência dos últimos cinco anos;
  • Certidão da Justiça Eleitoral do local de residência dos últimos cinco anos;
  • Certidão da Justiça do Trabalho do local de residência dos últimos cinco anos;
  • Certidão da Justiça Militar, se for o caso.

Fonte: G1

Empresas temem que ano já esteja perdido

Embora os indicadores ruins divulgados após a paralisação dos caminhoneiros sejam vistos por parte dos economistas como algo menos desastroso do que o esperado, a percepção está longe de ser compartilhada pela chamada economia real.

Donos de restaurantes, atacadistas, varejistas e a indústria reveem suas projeções até o fim do ano, sob o argumento de que parte das perdas registradas após a paralisação é irrecuperável e também levados pelo temor de que os estragos sobre a confiança de empresários e consumidores sejam mais duradouros.

O setor de serviços, que fechou o ciclo de levantamentos que capturam os efeitos dos protestos de caminhoneiros sobre os principais setores da economia, caiu 3,8% em maio em relação a abril, o pior desempenho da série histórica, iniciada em 2011, segundo dados divulgados na sexta (13).

Antes disso, as vendas no varejo tinham registrado em maio o primeiro resultado mensal negativo do ano: as vendas caíram 0,6% ante abril, resultado mais fraco desde a queda de 0,8% em 2016.

 

Também em maio, a indústria recuou a patamares de 2003. “O sentimento é de frustração”, resume José Velloso, presidente-executivo da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos).

Velloso conta ainda que, após ter retrocedido a níveis de 2012, o faturamento do setor deve voltar a crescer neste ano– perto de 5%, influenciado pelas exportações.

O setor que historicamente vende para outros países o equivalente a 30% do seu faturamento, neste ano vai exportar 50% do faturamento.

Os comerciantes do bairro paulistano do Bom Retiro, importante polo do atacado de moda onde varejistas de todo o país se abastecem, estão conservadores. Os estoques já estão menores, em linha com a percepção de que os próximos meses não devem trazer fortes vendas, segundo Nelson Tranquez, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas do Bom Retiro.

Além da paralisação dos caminhoneiros, a Copa do Mundo agravou um cenário já preocupante, diz Percival Maricato, presidente da Abrasel-SP, associação dos bares e restaurantes de São Paulo.

No varejo, a paralisação dos caminhoneiros frustrou as expectativas de uma retomada das vendas que, na verdade, já vinham perdendo ímpeto no primeiro trimestre.

“Em abril e maio tivemos esperança de que viria um alento, mas veio a greve dos caminhoneiros para acumular mais lentidão na retomada e prejudicar todos os setores, além da Copa, que nunca foi um incentivador do comércio”, diz Luís Augusto Ildefonso, presidente da Alshop (de lojista de shoppings).

Se abril e maio decepcionaram, os primeiros dados de junho do comércio varejista causam apreensão.

Nelson Tranquez, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas do Bom Retiro, diz que as vendas encerraram junho com estabilidade. “Em junho empatamos, depois de um período de abril a maio com resultados bem inferiores aos do ano passado”, diz Tranquez, decepcionado também com o inverno de temperaturas altas que atrapalhou as vendas de roupas de frio. “É difícil saber o que ainda vem por aí.”

Levantamento feito pela Serasa mostra que, com exceção de uma alta de quase 10% da venda de combustíveis em junho, outros setores ainda mostram fraqueza. O setor de vestuário e calçados recuou 0,4% e materiais de construção, 4,5%. Nos shoppings, o fluxo de visitantes caiu 3,48% em relação a maio, segundo levantamento da Abrasce, associação do setor.

Para o segundo semestre, as eleições são vistas como um elemento adicional de incerteza. “As eleições vão trazer mais incerteza ao consumo, pela indefinição no quadro, ainda sem expectativa de algum nome que possa retomar a economia com as reformas necessárias”, diz Ildefonso, da Alshop.

No segmento de moda, os consumidores estão apreensivos e deixaram de fazer compras por impulso e o setor deposita esperanças nas últimas datas importantes para o varejo. “Quem sabe no Natal e na Black Friday venham as compras por necessidade”, diz Ildefonso.

No caso de restaurantes e bares, as eleições tradicionalmente são vistas como um momento de alta na demanda, mas não neste ano. “Eleição geralmente é favorável porque tem um clima de festa e reuniões, mas na deste ano não sabemos o que esperar porque há tanta insegurança devido à situação em que nos encontramos no país”, diz Percival Maricato, presidente da Abrasel-SP, associação dos bares e restaurantes de São Paulo.

Diante do cenário geral, os economistas se dividem: parte deles avalia que a as perdas observadas após a paralisação dos caminhoneiros serão recuperadas ao longo do ano, outros acreditam que os estragos serão mais permanentes.

O economista Guilherme Dietze, da FecomercioSP, aponta que os indicadores de confiança tanto do consumidor como do comerciante já vinham em queda, mas a greve dos caminhoneiros foi o estopim para o pessimismo.

Ele descreve um cenário que combina queda do endividamento com o nível mais elevado de inadimplência. “Isso significa que quem tem condições está aproveitando para pagar as dívidas e não assumir mais, e quem está com dívidas em atraso está com dificuldades para resolver. É um sinal claro de freio na economia”, afirma Dietze.

Em junho, os seis indicadores de confiança da FGV (Fundação Getulio Vargas) caíram. O que preocupa analistas é que a piora da confiança antecede a paralisação.

Os indicadores captam o ânimo de indústria, comércio, serviços e construção civil, além de empresários e consumidores. A maior queda foi registrada na confiança dos consumidores: de quase cinco pontos em junho– a maior desde fevereiro de 2015. Com informações da Folhapress.

Fonte: notícias ao minuto

Governo não exclui remanejar fundos para ‘repor’ R$ 200 mi à Segurança

O Ministério da Fazenda não descarta que o Ministério da Segurança Pública consiga os R$ 200 milhões que deixará de receber da Medida Provisória 841/2018 através de outras fontes e dotações orçamentárias.

Como o ministério é “novo”, a avaliação é de que ele não “perde” com a decisão do governo de modificar MP que repassa R$ 1,2 bilhão da arrecadação das loterias para destinar cerca de R$ 1 bilhão para o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).

A decisão de reduzir o valor previsto para a pasta causou surpresa no Ministério da Segurança Pública. A previsão da pasta era de receber R$ 800 milhões com a MP 841, portanto, a avaliação foi de que houve ganho.

Mais cedo, o ministro Raul Jungmann afirmou que a pasta não corria risco de ficar sem recursos. “A decisão do governo é, mantendo os recursos para a segurança, que é prioridade, mas ao mesmo tempo recompor recursos para Cultura e Esporte”, disse Jungmann. Com informações do Estadão Conteúdo.

Fonte: notícias ao minuto