Operação cumpre mandados contra suspeitos de tráfico e homicídios no Agreste de Alagoas

Ao menos 17 pessoas foram presas em uma operação integrada das polícias Civil e Militar em Palmeira dos Índios, Belém e São Miguel dos Campos, Agreste de Alagoas. Estão sendo cumpridos 50 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão contra suspeitos de homicídios e tráfico de drogas.

A operação foi denominada “Xanduca” pelo fato de parte das ações criminosas da organização se concentrarem em uma área indígena de Palmeira dos Índios. Os mandados foram expedidos pela 17ª Vara da Capital e estão sendo cumpridos por diversas guarnições.

De acordo com o tenente-coronel Roberto Vale, cerca de 80 policiais participam da ação. “É uma operação grande, que conta com a PM, PC e PRF [Polícia Rodoviária Federal]. A operação ainda está em andamento e até agora prendemos 17 pessoas”, afirma.

Foram presos Kátia Maria Pinto de Oliveira, Raiane Pinto de Oliveira, conhecida como “Ray”, Maria José Feitosa, a “Leninha”, Ivoneide Alves Cavalcante, Antônio Viana da Silva, o “Tonho”, Daniel Barros Araújo, conhecido como “Có”, Joice Mônica da Silva, Eduarda Priscila Teixeira da Silva, Cícero da Silva, conhecido como “Coroa de Belém”.

Também foram presos Jonatha da Silva Leite, e os suspeitos identificados como “Galeguinho”, “Vavá”, “Lucas”, Rafinha e “Bicudo”.

A operação é coordenada pelos delegados Gustavo Henrique e Alexandre Leite, de Palmeira dos Índios, e pelo tenente-coronel Roberto Vale. O grupamento Aéreo da Secretaria de Segurança Pública SSP-AL também participou da ação.

As investigações foram realizadas de forma conjunta pela Secretaria de Estado da Segurança Pública, Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DRN) e 10º Batalhão da Polícia Militar. Além disso, a operação contou com a importante participação da população, que realizou denúncias por meio do Disque Denuncia 181.

Participam da ação Militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope), 3º, 7º e 11º Batalhão de Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Radiopatrulha, Pelopes Caatinga, Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DRN) , Polícia Rodoviária Federal (PRF), Companhia de Operações Especiais (Copes) e 5ª Delegacia Regional, Delegacia de São Miguel dos Campos

 Fonte: G1

Suspeito de tráfico é morto em confronto com PMs no bairro da Palestina, em Salvador

Um suspeito de tráfico de drogas foi morto após confronto com policiais militares no bairro da Palestina, em Salvador, na noite de terça-feira (5).

De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), guarnições da PM faziam patrulhamento no bairro quando quatro homens avistados. Segundo a SSP, o grupo reagiu e um deles foi atingido na troca de tiros.

A polícia informou que o suspeito chegou a ser socorrido para o Hospital do Subúrbio, mas não resistiu aos ferimentos. A identidade dele não foi divulgada.

Com ele foram apreendidos uma pistola calibre 380, munições, rádio comunicador, oito pinos de cocaína, 24 trouxas de maconha, 20 pedras de crack e embalagens plásticas vazias.

O caso foi registrado no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Fonte: G1

Uso de álcool para cozinhar causa queimaduras em 90% dos pacientes internados em hospital no Recife

Noventa por cento das 21 pessoas internadas na Unidade de Queimados do Hospital da Restauração (HR), na área central do Recife, se acidentaram ao cozinhar com álcool comprado em posto de combustível. De acordo o chefe do setor, o médico Marcos Barretto, esse problema é um reflexo da alta no preço do botijão de gás e do desabastecimento provocado pelaparalisação nacional dos caminhoneiros, ocorrida em maio. Entre os pacientes estão duas crianças.

Os dados foram revelados nesta quarta-feira (6), quando é celebrado o Dia Nacional de Luta Contra Queimaduras. Os altos índices de acidentes provocados por uso irregular de combustível na coizinha, no entanto, vêm sendo apontados pelo médico do HR desde 2017. No fim do ano passado, por exemplo, 60% dos pacientes internados na unidade sofreram acidentes desse tipo.

Em entrevista à TV Globo, nesta quarta (6), pacientes relataram dificuldades de encontrar gás de cozinha nas distribuidoras e também denunciaram o valor abusivo do produto, que deve ser vendido entre R$ 60 a R$ 75. Em Pernambuco, segundo as pessoas que estão internadas, foi preciso recorrer ao álcool, pois o preço do botijão chegou atá a R$ 180.

Joacyra Chagas é uma das pacientes internadas na Unidade de Queimados do HR. Ela informou que usou o álcool pela primeira vez para fazer o café da manhã, pois não tinha gás. O resultado foi uma queimadura grave no rosto.

“Fui comprar o gás e não tinha, Quando encontrei, ele custava R$ 180, muito caro. Deixei para comprar quando baixasse um pouquinho e fiquei cozinhando assim mesmo. Aí eu pensei que o fogo estava apagado e fui botar mais combustível. Aí incendiou tudo, pegou fogo na garrafa de álcool e explodiu”, contou.

Na hora do acidente, o marido dela também estava na residência, dormindo. Ele acabou se queimando também, na tentativa de ajudá-la. “Ele acordou com meus gritos. Ele se abraçou comigo para apagar o fogo. Se queimou também, mas menos que eu”, afirmou Joacyra.

Das 21 pessoas internadas com queimaduras no Hospital da Restauração, nesta quarta-feira (6), 90% teve acidente enquanto cozinhava com álcool de posto (Foto: Reprodução/TV Globo)Das 21 pessoas internadas com queimaduras no Hospital da Restauração, nesta quarta-feira (6), 90% teve acidente enquanto cozinhava com álcool de posto (Foto: Reprodução/TV Globo)

Das 21 pessoas internadas com queimaduras no Hospital da Restauração, nesta quarta-feira (6), 90% teve acidente enquanto cozinhava com álcool de posto (Foto: Reprodução/TV Globo)

Segundo Marcos Barreto, a maioria dos acidentes que acontecem enquanto as pessoas cozinham com álcool de posto ocorre justamente no momento em que a pessoa acha que não tem mais fogo, mas na verdade, ainda há uma tênue chama azul.

“Elas [as pessoas] se acidentam porque quase não é possível enxergar. E aí quando joga o álcool naquele lugar, ele explode, pega todo o corpo, pega a roupa e quem está no entorno também”, explicou o médico.

Segundo Barreto, a situação se repete também fora de casa. “Por incrível que pareça, eu tenho uma paciente que foi queimada com álcool na hora do reabastecimento do rechaud no restaurante. Então não é só em casa, até em restaurantes está se usando álcool de posto”, afirma.

De acordo com o médico, as queimaduras de combustível, normalmente, são de segundo e terceiro graus e deixam sequelas, marcas e mutilações. Dependendo da localização, a queimadura pode causar retrações em áreas de articulação.

“O paciente vai passar um tempo longo na internação, e ainda tem um tratamento longo a nível ambulatorial e de fisioterapia. Além de toda uma consequência que as cicatrizes da queimadura causam. São pessoas em plena capacidade de trabalho, e você vê que isto está acontecendo de forma sistemática”, afirma.

Marcos Barreto, chefe da unidade de queimados do Horpital da Restauração, no Recife, indica a alta no preço do gás como a principal causa para que as pessoas utilizem álcool para cozinhar e acabem se queimando (Foto: Reprodução/TV Globo)Marcos Barreto, chefe da unidade de queimados do Horpital da Restauração, no Recife, indica a alta no preço do gás como a principal causa para que as pessoas utilizem álcool para cozinhar e acabem se queimando (Foto: Reprodução/TV Globo)

Marcos Barreto, chefe da unidade de queimados do Horpital da Restauração, no Recife, indica a alta no preço do gás como a principal causa para que as pessoas utilizem álcool para cozinhar e acabem se queimando (Foto: Reprodução/TV Globo)

Alerta

Outra paciente que se queimou com combustível enquanto cozinhava foi Alexandra, que teve queimaduras no tronco, nos mebros inferiores e superiores.

“A gente foi coiznhar, e quando colocou o álcool ele explodiu em mim e na minha amiga. A gente tentou comprar gás, ficou em uma fila absurda, mas não conseguiu. Está um absurdo o preço do gás, por R$ 150, e mesmo assim, a gente tem que encarrar uma fila enorme”, afirma.

Marco Barretto afirmou, ainda, que o aumento no número de acidentes com combustível na cozinha é causado pela alta no preço do gás.

“Em dois meses ele praticamente duplicou. Ele era R$ 45 e derrepente chegou a R$ 80, e aí teve a greve dos caminhoneiros e ele chegou a R$ 150. E isso fez com que as pessoas, de forma inexperiente, mas por necessidade, passassem a cozinhar com álcool”, explica.

Apesar da clara proibição, Barreto afirma que, com o alto preço do gás, não tem como evitar que as pessoas utilizem álcool para cozinhar, por causa da necessidade.

“É uma situação muito delicada. Porque dizer que não é para usar para cozinhar? Imagina o que é uma criança de um ano acordar às 1h com fome, chorando. E como é que essa mãe vai fazer o mingau, se ela não tem o botijão de gás? Ela vai usar na latinha, colocar o álcool e esquentar no papeiro esse mingau. É isso que está levando aos acidentes: a necessidade”, destaca.

Alexandra se queimou enquanto cozinhava com álcool de posto e está internada no Hospital da Restauração, na área central do Recife (Foto: Reprodução/TV Globo)Alexandra se queimou enquanto cozinhava com álcool de posto e está internada no Hospital da Restauração, na área central do Recife (Foto: Reprodução/TV Globo)

Alexandra se queimou enquanto cozinhava com álcool de posto e está internada no Hospital da Restauração, na área central do Recife (Foto: Reprodução/TV Globo)

Fonte: G1