Sete aeroportos do país estão sem combustível

A Infraero informou que 7 dos 54 aeroportos operados pela estatal estavam sem combustível às 7h desta quarta-feira (30), o 10º dia da paralisação de caminhoneiros que afeta o abastecimento no país.

São os mesmos aeroportos que já estavam desabastecidos desde segunda-feira (28): São José dos Campos (SP), Uberlândia (MG), Campina Grande (PB), Juazeiro do Norte (CE), Palmas (TO), Imperatriz (MA) e Londrina (PR).

 

O índice de voos cancelados foi menor nesta quarta-feira, véspera do feriado de Corpus Christi. Segundo a Infraero, até as 9h, dos 342 voos programados, 22 foram cancelados (6,43%), índice menor do que o registrado no mesmo período de terça-feira (29). Os voos atrasados eram 11 (3,2%).

As companhias aéreas recomendam que o passageiro que tem voo marcado para os próximos dias verifique o status do voo nos sites das empresas. Taxas de remarcação e cancelamento não estão sendo cobradas por Avianca, Azul, Gol e Latam.

No aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, 15 voos foram cancelados. A concessionária BH Airport, que opera o terminal, informou que os cancelamentos foram programados pelas companhias e que todos os passageiros foram contatados e reacomodados em outros voos com antecedência.

A BH Airport afirma ainda que atingiu nas últimas horas um “nível de estoque suficiente de querosene de aviação para o reabastecimento das aeronaves”.

Já em Brasília, pela primeira vez nos últimos dias, nenhum voo havia sido cancelado até as 8h desta quarta-feira. Foram 88 deslocamentos, entre pousos e decolagens, e apenas dois atrasos. O aeroporto havia sido um dos mais afetados pelo desabastecimento na semana passada.

A concessionária Inframerica informou que os estoques de combustível giram em torno de 60% e mais caminhões-tanque devem chegar nesta quarta.

A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) estimou um prejuízo diário de R$ 50 milhões desde o início da paralisação dos caminhoneiros, no último dia 21.

Os aeroportos de Cumbica, em Guarulhos (SP), e do Galeão, no Rio, atravessaram a crise até aqui relativamente ilesos por serem abastecidos por dutos da Petrobras. Mas a greve de 72 horas convocada pelos petroleiros para esta quarta-feira (30) pode afetar o abastecimento também desses aeroportos. Com informações da Folhapress.

Fonte: notícias ao minuto

Fala de Temer sobre política de preços da Petrobras gera dúvidas

Um dia depois de apresentar novo pacote para desmobilizar a greve dos caminhoneiros, e diante da recuperação parcial do valor das ações a Petrobras, o presidente Michel Temer reafirmou nessa terça-feira (29) que não pretende alterar a atual política de preços da estatal, mas que poderá reexaminá-la.

Em entrevista à TV Brasil, ele ressaltou que, nos últimos dois anos, a empresa estatal se recuperou de uma “situação economicamente desastrosa” e lembrou que, na tentativa de chegar a um acordo com a categoria grevista, estabeleceu um prazo de 60 dias para que não tenha elevação no preço do óleo diesel.

 

“Não queremos, digamos, alterar a política da Petrobrás. Não podemos reexaminá-la, mas com muito cuidado. Tanto que, você veja, estabelecemos um prazo de 60 dias para que não tenha nenhum aumento inicial e depois os aumentos serão formulados e formatados a cada 30 dias”, disse.

No entanto, segundo destaca o G1, o trecho de fala do presidente em entrevista provocou dúvida de compreensão. A assessoria da Presidência se manifestou e garante que Temer disse: “Nós podemos reexaminá-la, mas com muito cuidado”.

O presidente disse ainda que não há mais como disponibilizar recursos federais para convencer os caminhoneiros a interromper paralisação nacional. Segundo ele, não há como negociar novas concessões, uma vez que já foram esgotados todos os meios financeiros para se chegar a um acordo.”Nós esprememos todos os recursos governamentais para atender aos caminhoneiros em reivindicações legitimas e para não prejudicar a Petrobras. A esta altura, não temos mais como negociar, não temos mais o que fornecer”, disse.

Ele disse acreditar que a crise de desabastecimento de alimentos e combustíveis será encerrada a partir desta quarta-feira (30). “Eu percebo que os lideres dos movimentos estão dizendo para voltar ao trabalho. E isso esta começando a dar resultado”, afirmou. Com informações da Folhapress.

Fonte: notícias ao minuto

AGU cobra R$ 141 milhões de transportadoras que descumpriram decisão

A advogada-geral da União, Grace Mendonça, encaminhou na noite dessa terça-feira (29) ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma relação com os dados de 96 empresas transportadoras que descumpriram decisão e não desocuparam vias afetadas pela paralisação dos caminhoneiros. Somados, os valores cobrados em multas  judiciais chegam a R$ 141,4 milhões.

Segundo a ministra, a petição traz apenas o primeiro lote apurado de empresas que descumpriram a liminar e que devem recolher o valor correspondente à penalidade. “Estamos analisando a documentação encaminhada pelos órgãos de segurança e deveremos, ainda esta semana, enviar nova relação para, igualmente, informar as empresas que desconsideraram a decisão do Supremo”, disse Grace.

O documento é uma resposta a decisão proferida pelo ministro Alexandre de Moraes (STF), na última sexta-feira. Ele atendeu a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e concedeu liminar para  estabelecer penalidade de R$ 100 mil por hora a empresas que colocassem veículos para bloquear estradas ou permanecer em acostamentos de rodovias federais ou estaduais durante as manifestações.

Os dados foram computados a partir de fiscalizações promovidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e informados à AGU nesta terça-feira (29). Na manifestação, a AGU afirma que o mapeamento dos autos de infração exprime um “ânimo geral de contrariedade ao comando judicial, exemplificado pela persistência difusa do movimento de obstrução em rodovias de diversas unidades federativas”.

Os flagrantes foram registrados nas BRs 282, 116, 101, 230, 040, 050, 226 e 364. Na lista dos municípios onde ocorreram as irregularidades estão Xanxerê (SC), Barra Mansa (RJ), Embu (SP), Taboão da Serra (SP), Balneário Camboriú (SC), Seropédica (RJ), Duque de Caxias (RJ), Uberlândia (MG), Candeias do Jamari (RO), Parnamirim (RN), Macaíba (RN) e Marabá (PA). Além das placas, é informado o CNPJ de cada transportadora. Os valores das multas variam entre R$ 400 mil e R$ 9,2 milhões.

As transportadoras têm a opção de fazerem o depósito voluntário. Caso contrário, a ministra-chefe da AGU pede ao STF o bloqueio de contas e de aplicações financeiras, além de penhora de outros bens em valor suficiente para quitar o débito. Com informações da Agência Brasil.

Fonte: notícias ao minuto