Secretário de saúde promoveu balanço do ano de 2017

A sessão ordinária da Câmara desta terça-feira (27) foi marcada pela presença do Secretário de saúde André Barreto que fez um balanço da sua secretaria no ano de 2017, além da prestação de contas e apresentação das perspectivas para 2018. Para ele o grande avanço no município foi a redução da taxa de mortalidade infantil, onde o Crato reduziu em mais de 30% e pela primeira vez na história a cidade atinge uma mortalidade menor que 10, que é o nível de aceitação da OMS (Organização Mundial de Saúde).

A sessão ainda foi marcada pelos esclarecimentos do vereador Pedro Alagoano (PSD) que está sendo denunciado pelo Ministério Público. Ele afirmou que está com a consciência tranquila e reafirmou que era uma tentativa de impedir a sua candidatura a mesa diretora.

Os vereadores debateram também acerca da eleição da próxima mesa diretora no qual até o momento da sessão, nenhuma chapa havia sido registrada.

Com o fim dos trabalhos a sessão presidida pelo Vereador Florisval Coriolano (PRTB) foi encerrada.

Confira os detalhes da sessão desta terça:

Pequeno expediente:

Jales Veloso (PSB): Pediu esclarecimentos ao presidente com relação as eleições da mesa diretora. O vereador também solicitou que fossem realizadas duas sessões na próxima terça (03). Por fim ele manifestou repúdio a não divulgação da identidade de criminosos pela imprensa.

Antônio de Mano (PPL): Registrou a presença do Sr. Geraldo Lima, morador do Distrito de Ponta da serra.

Vicência Leandro (PMN): Agradeceu pelas presenças do Prefeito municipal, secretário de saúde e de alguns colegas vereadores no Barro branco.

Pedro Alagoano (PSD): Citou a irregularidade do suplente Júnior Matos no seu último mês na Câmara municipal, já que segundo ele, o prazo do atestado já havia expirado.

Guri (PV): Citou a violência que assola o nosso estado e relatou que passou por um trote, onde era forjado um sequestro.

Thiago Esmeraldo (PROGRESSISTAS): Pediu envio de oficio ao Governador do estado pedindo que seja divulgada uma data para a entrega dos boxes que ficarão nos arredores da estátua de Nossa Senhora de Fátima. O vereador informou ainda que o Prefeito não tinha a possibilidade de participar da Sessão corrente.

Bebeto Anastácio (PODEMOS): Citou mais uma vez, os altos índices de violência no estado e pediu que a sociedade apoiasse os policiais. Afirmou ainda que a eleição da mesa diretora era totalmente legal.

Amadeu de Freitas (PT): Também destacou a violência e afirmou que os direitos humanos nada tem a ver com as facções criminosas. Destacou ainda os atestados do colega vereador Mauricio Almeida (PDT) e afirmou que se estavam expirados, o suplente Júnior Matos realmente estaria irregular.

Mauricio Almeida (PDT): Destacou o apoio dado ao Crato pelo vereador de juazeiro do Norte José Barreto Couto Filho (PPS)

Lunga (PSD): Ressaltou os atestados do Dr. Mauricinho, que segundo ele não eram mais válidos.

A cientista brasileira premiada por pesquisar doenças negligenciadas pela indústria farmacêutica

A ciência pode mudar a realidade vivida pelas populações carentes. Esse é o lema da pesquisadora mineira Rafaela Salgado Ferreira: ela decidiu focar seu trabalho, que acaba de ser premiado internacionalmente, na busca de remédios para doenças que afetam áreas pobres do planeta – e que, por isso, geralmente não interessam à indústria farmacêutica.

Ferreira dirige o laboratório de modelização molecular e de concepção de medicamentos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde também dá aulas, e concentra suas pesquisas em tratamentos mais eficazes para a doença de Chagas.

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, há pelo menos 1 milhão de pessoas infectadas pela doença de Chagas – infecção transmitida por insetos barbeiros que tem entre os sintomas febres prolongadas, fraqueza intensa, inchaço no rosto e nas pernas e falta de ar e que pode causar inflamações no coração e acúmulo de água no pulmão.

Descoberta há mais de cem anos, ela integra a lista das “doenças tropicais negligenciadas” da Organização Mundial da Saúde (OMS), que inclui a dengue, esquistossomose, a hanseníase e outros males que matam mais de 500 mil pessoas por ano no mundo.

Para lidar com a constante falta de recursos para pesquisas no Brasil e evitar o alto custo do desenvolvimento de medicamentos por meio de vários testes em laboratório, Rafaela Salgado Ferreira faz experimentos no computador.

Na prática, ela faz simulações computadorizadas de moléculas que possam inibir uma proteína responsável pela ação do protozoário Trypanosoma Cruzi, o causador da doença de Chagas.

“Consigo dessa forma reduzir o número de experimentos, o que torna (a pesquisa) muito mais barata”, explica a pesquisadora.

As mesmas técnicas computacionais são utilizadas para encontrar substâncias que possam agir no vírus Zika e impedir sua replicação, mas suas pesquisas sobre a doença de Chagas estão bem mais avançadas.

Premiação destaca mulheres promissoras na ciência; na foto, brasileira é a segunda da esquerda para a direita (Foto: Divulgação)Premiação destaca mulheres promissoras na ciência; na foto, brasileira é a segunda da esquerda para a direita (Foto: Divulgação)

Premiação destaca mulheres promissoras na ciência; na foto, brasileira é a segunda da esquerda para a direita (Foto: Divulgação)

Premiação a jovens cientistas

A mineira de 35 anos recebeu neste mês em Paris o prêmio “Rising Talents” (“talentos promissores”, em tradução livre) concedido pela Fundação L’Oréal em parceria com a Unesco, agência da ONU para a educação, ciência e cultura.

A premiação recompensa as 15 melhores jovens cientistas do mundo, selecionadas entre as 250 vencedoras das edições nacionais do programa “Para Mulheres na Ciência” da Fundação L’Oréal, que já haviam sido escolhidas entre cerca de 10 mil candidatas.

O “Rising Talents” oferece 15 mil euros (cerca de R$ 60 mil) às cientistas premiadas para pesquisas.

A equipe dirigida por Ferreira, de 13 pesquisadores, já encontrou dois compostos, entre 400 substâncias analisadas, que podem inibir a proteína do Trypanosoma Cruzi e, dessa forma, prejudicar a ação do protozoário.

Os remédios existentes contra a doença de Chagas, como o benznidazol, foram desenvolvidos nos anos 70 e têm eficácia limitada, além de efeitos colaterais graves, diz ela.

“Todos deveriam ter direito a receber tratamento para qualquer doença. É importante termos tratamentos para doenças negligenciadas que funcionem melhor e sejam mais seguros”, diz Ferreira. “A indústria farmacêutica tem a estratégia de desenvolver tratamentos para populações mais ricas e que devem ser tomados a longo prazo.”

Ela cita o exemplo de tipos raros de câncer para os quais já existem tratamentos eficazes, embora ocorram em menor número no mundo do que a doença de Chagas.

Ferreira ressalta que é difícil contabilizar o número de casos porque há uma fase indeterminada na qual o paciente não apresenta sintomas, o que dificulta o diagnóstico.

Visibilidade

A paixão da mineira pela Ciência começou na adolescência, e ganhou impulso com o programa de vocação científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que a levou a obter graduação em Farmácia na UFMG.

Ferreira é a única pessoa de sua família a conquistar um diploma de doutorado, de Química Biológica, obtido na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

Ela também fez um pós-doutorado na Universidade de São Paulo (USP).

Segundo a pesquisadora, o prêmio conquistado em Paris poderá favorecer suas pesquisas, pois dará mais visibilidade ao seu trabalho, e favorecer a atração de investimentos.

“A disputa por recursos para pesquisa é bem intensa”, diz. “É cada vez mais difícil obter financiamentos no Brasil. E mesmo quando eles são concedidos, muitas vezes o dinheiro não chega.”

Ferreira afirma ainda que o Brasil, com quase 50% de cientistas mulheres, está acima da média global (de cerca de 30%) nessa área.

“Mas nos cargos de mais alto escalão (na ciência) ainda há poucas mulheres”, ressalta.

Fonte: G1 nordeste

Oito localidades do Recife ficam sem água durante manutenção emergencial da Compesa

Uma manutenção de emergência no Sistema Caixa D’Água, em Olinda, provoca, a partir das 6h da terça-feira (27), a paralisação no abastecimento de água em oito localidades da Zona Norte do Recife, afetando 80 mil pessoas. Segundo a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), o serviço tem término previsto às 18h do mesmo dia.

Ainda de acordo com a Compesa, a interrupção no fornecimento de água é necessária para que os conjuntos motobombas sejam verificados e para que dois registros da unidade operacional sejam substituídos.

A concessionária tira dúvidas e fornece outras informações a respeito da manutenção através do telefone 0800 081 0195. A ligação é gratuita.

Veja as localidades que ficam sem água durante o serviço:

  • Alto da Esperança
  • Alto Treze de Maio
  • Alto Mundo Novo
  • Córrego do Euclides
  • Córrego do Ouro
  • Dois Unidos
  • Minerva
  • Vale do Senhor

Fonte: G1 nordeste

Tatuadora pernambucana oferece sessões gratuitas para cobrir cicatrizes de mulheres vítimas de violência

Sob suas agulhas, a tatuadora Fernanda Souza, 26, já teve, em sua maioria, peles “em branco”, sem marcas anteriores e prontas para receber os traços de uma ou mais tatuagens. A partir deste mês de março, ela buscou um novo propósito para seu ofício: ressignificar, através da arte, os vestígios deixados pela violência em corpos femininos. De forma gratuita, ela busca mulheres dispostas a cobrir cicatrizes provocadas por agressores para minimizar, no corpo, as marcas deixadas na memória.

A ideia surgiu despretensiosa, mas embasada por uma experiência infeliz vivida aos 18 anos. “Fui abusada sexualmente e não tive coragem de denunciar, de procurar ajuda. Não é algo que dá para esquecer. Você não supera, fica com a lembrança adormecida, mas hoje em dia consigo falar sobre isso, então quis ajudar outras mulheres que passaram por uma situação semelhante à que eu vivi”, conta.

Motivada pelo Dia da Mulher e por casos recentes de violência contra a mulher em Pernambuco, como os feminicídios da fisioterapeuta Mirella Sena, morta pelo vizinho no dia 5 de abril de 2017, e Remís Carla da Costa, morta pelo namorado em dezembro do mesmo ano, a tatuadora sentiu que poderia fazer algo para mudar a vida de quem conseguiu sobreviver às agressões.

“Sei que algumas pessoas podem achar que estou apelando, desejando ser vista, mas essa ação significa que estou fazendo a minha parte para tentar ajudar outras mulheres. É a parte que me cabe”, argumenta.

No início, o medo atuou como um freio para divulgar a iniciativa. “Eu não sabia se conseguiria conversar com mulheres que tivessem passado por algo pior do que eu passei. Tive medo de chorar, de não conseguir”, relata Fernanda. O receio, no entanto, foi atenuado por amigos e pelo namorado, que incentivou a ação. “Ouvi dele que não estou sozinha e isso foi muito reconfortante”, conta, aliviada pelo apoio.

O ‘enjoo’ das tatuagens, relatado e temido por alguns dos que decidem ‘riscar’ a pele, também foi uma ponderação de Fernanda antes de dar início à busca por mulheres vítimas de violência. “E se o desenho lembrá-las automaticamente que existe para esconder uma cicatriz?” foi uma dúvida que persistiu por algum tempo antes de a tatuadora se mostrar disponível para tentar minimizar as lembranças de quem passou por um trauma físico. Depois de alguns momentos de reflexão, a resposta veio certeira.

“Penso que seria muito mais satisfatório ter uma tatuagem ao invés da marca. As pessoas podem perguntar o que aquele desenho significa e você pode responder sem constrangimento, diferente de quando perguntam como você conseguiu a cicatriz”

Ao longo de quase um mês de disponibilidade, algumas das mulheres que procuraram Fernanda relataram abusos dos mais diferentes tipos. Do assalto ao ônibus que deixou uma marca causada por uma faca até abusos físicos e sexuais que ficaram registrados não só na mente, mas também no corpo. Os relatos foram fortes e motivaram a tatuadora a estender a iniciativa até o mês de abril.

Enquanto ouve os relatos das mulheres que a procuraram, Fernanda escolhe, junto a cada uma, o melhor desenho depois de um diálogo considerado necessário. “Quero que elas sintam que podem confiar em mim para desenhar e para conversarem sobre o que aconteceu. Podem ser 30 minutos ou três horas, mas acho que a conversa é uma das formas de se sentir aliviada sobre o que quer que tenha acontecido”, garante, disposta a ajudar quem já esteve em sua pele e sentiu o peso de ser vítima.

Fonte: G1 nordeste

Concurso para promotor de Justiça na Bahia tem candidata inscrita como ‘Virgem de Hímen Imperfurado’

A relação de inscritos para o concurso de promotor de Justiça Substituto da Bahia, que tem quase seis mil pessoas consideradas aptas para o processo seletivo, chamou a atenção por trazer na lista o nome de uma candidata acompanhado da frase “Virgem de Hímen Imperfurado”.

A lista com a frase vulgar foi divulgada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) no dia 21 de março e já não consta mais no site do órgão dentre as inscrições deferidas. Entretanto, o G1 localizou o “erro” na publicação feita pelo MP-BA no Diário da Justiça Eletrônico.

O nome da candidata, que foi borrado na imagem pela reportagem, aparece dentre os inscritos que se autodeclaram negros (NE). A relação ainda tem os nomes dos inscritos às vagas para ampla concorrência (AC) e também para as pessoas com deficiência (PCD).

G1 entrou em contato com o MP-BA, que disse a Fundação Cefet, empresa contratada para organizar o concurso, afirmou que o nome presente na lista divulgada está de acordo com a inscrição realizada em nome da candidata.

O órgão ainda disse que a Fundação Cefet procurou a candidata, por meio do telefone indicado na inscrição, e que não obteve sucesso. O MP-BA conclui dizendo que a organizadora do concurso está apurando a devida autoria da inscrição.

São oferecidas no concurso 20 vagas iniciais, com salário de R$ 23.284,14. A taxa de inscrição foi de R$ 230.

Fonte: G1 nordeste