Os novos policiais que estão em treinamento pela 3ª turma do Curso de Formação de Praças da Polícia Militar (CFPCPPM) assistiram, nesta quarta-feira, 6, ao seminário “Diversidades Sociais e Culturais”. De acordo com a Academia Estadual de Segurança Pública do Estado do Ceará (Aesp/CE), a discussão surge para humanizar a abordagem em ocorrências que envolvem o público LGBT. 1.372 novos soldados estiveram presentes.

A inspetora de Polícia Civil Vitória Régia Holanda, que participou das investigações sobre a morte de Dandara dos Santos, abordou o caso na palestra. Ela explicou o processo de conclusão do inquérito e prisão dos acusados. Dandara foi assassinada de forma cruel em fevereiro deste ano, no bairro Bom Jardim. O crime chegou a ser registrado em vídeo.

“A Academia acaba quebrando muitos paradigmas acerca da diversidade sexual e é interessante que esses policiais saiam daqui com essa mente mais aberta, de realmente o que é o mundo LGBT, para que eles fiquem mais sensíveis a essa causa”, destacou.

Para Felipe Lopes, da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual da Prefeitura de Fortaleza, o servidor público deve ser desprovido de qualquer preconceito. Ele afirmou a necessidade de servir, entendendo que há uma complexidade social no trabalho policial.

“Nossa intenção é que possamos garantir uma polícia mais cidadã, mais humana e que possam atender a todos e a todas, de maneira que respeite os direitos humanos da população LGBT e de todas as outras populações vulneráveis”, concluiu.

Redação O POVO Online

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