Taxa de desemprego em PE no terceiro trimestre de 2017 é a maior do Brasil, diz IBGE

Em Pernambuco, a taxa de desemprego no terceiro trimestre de 2017 foi a maior verificada no país. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgados nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado superou os 12,4% registrados nacionalmente e atingiu 17,9%, o que corresponde a 734 mil pessoas sem ocupação nos meses de julho, agosto e setembro deste ano.
Em segundo e terceiro lugares, estão os estados do Amazonas, com 16% da população desocupada, e de Alagoas, com 15,9% de desocupados. Se comparado com o trimestre anterior de 2017, o resultado de 17,9% representa uma melhora para Pernambuco, já que a taxa de desocupação entre os meses de abril e junho no estado foi de 18,8%. Em relação ao terceiro trimestre de 2016, no entanto, houve um aumento de 2,6%.
No Recife, a taxa de desocupação do terceiro trimestre de 2017 foi de 14,9%, superando os 14,5% registrados no segundo trimestre e os 14,2% do primeiro trimestre do ano. O percentual registrado entre os meses de julho e setembro também é o mais expressivo dos últimos cinco anos. A taxa de desocupação na capital pernambucana supera, inclusive, os 14,8% do Nordeste, que teve o percentual mais alto entre todas as regiões do país.
Desemprego mais comum entre pretos e pardos
Na esfera nacional, dos 13 milhões de brasileiros desempregados no terceiro trimestre deste ano, 8,3 milhões (63,7%) eram pretos ou pardos, segundo a Pnad Contínua. De acordo com o IBGE, o dado indica que a taxa de desocupação dessa parcela da população ficou em 14,6%, enquanto a da população branca ficou em 9,9%.

Fonte: G1

Ex-assessor da Câmara diz à PF que destruiu provas a pedido de Geddel e Lúcio Vieira Lima

O ex-secretário parlamentar da Câmara Job Ribeiro Brandão afirmou, em depoimento à Polícia Federal (PF), que o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) pediram a ele para destruir anotações, agendas e documentos que poderiam comprometer os dois peemedebistas.
Ex-assessor de Lúcio Vieira Lima na Câmara, Job Brandão foi preso, em setembro, na operação da Polícia Federal que encontrou R$ 51 milhões em um apartamento, em Salvador, usado como cofre pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima. Atualmente, ele está em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.
Ao Jornal da Globo, a defesa de Geddel e Lúcio Vieira Lima informou que somente se manifestará quando tiver acesso aos documentos formais do depoimento.
PF encontrou caixas e malas com dinheiro em apartamento que seria utilizado como cofre-forte por Geddel na capital baiana (Foto: Divulgação, PF) PF encontrou caixas e malas com dinheiro em apartamento que seria utilizado como cofre-forte por Geddel na capital baiana (Foto: Divulgação, PF)
PF encontrou caixas e malas com dinheiro em apartamento que seria utilizado como cofre-forte por Geddel na capital baiana (Foto: Divulgação, PF)
Job Ribeiro Brandão se tornou alvo da PF porque os investigadores encontraram digitais dele no apartamento em que estavam escondidos os R$ 51 milhões e até em parte do dinheiro.
O ex-auxiliar do irmão de Geddel prestou depoimento aos policiais federais na última terça-feira (14), na capital baiana. Aos investigadores, Job Brandão relatou pedidos que recebeu de Geddel enquanto o ex-ministro de Michel Temer estava em prisão domiciliar em Salvador.
No depoimento, o ex-secretário parlamentar contou que, a pedido de Geddel, Lúcio e da mãe dos irmãos Vieira Lima, Marluce, auxiliou na destruição de documentos. Segundo ele, esses documentos foram picotados e jogados em um vaso sanitário.

O ex-assessor da Câmara também relatou que a secretária Milene Pena e a mulher de Lúcio, Patrícia, participaram da operação de descarte de documentos.
Delação premiada
Job Ribeiro Brandão pediu nesta sexta-feira (17) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação da prisão domiciliar e do monitoramento eletrônico.
No pedido enviado ao ministro Luiz Edson Fachin, a defesa de Job diz que, no depoimento à Polícia Federal, ele “manifestou espontaneamente o desejo de colaborar com as investigações”, num indicativo que pode fazer um acordo de delação premiada.
A TV Globo confirmou que o ex-assessor está em negociação com a Procuradoria Geral da República (PGR) para fechar acordo de delação premiada.
O ex-assessor já se colocou à disposição para entregar o que sabe sobre o episódio dos R$ 51 milhões. A próxima fase é apresentar documentos aos procuradores.
Só depois disso, a PGR decidirá se aceita ou não a proposta da defesa para fechar acordo de delação.
Prédio onde o ex-ministro Geddel Vieira Lima mora com a família em Salvador (Foto: Natally Acioli) Prédio onde o ex-ministro Geddel Vieira Lima mora com a família em Salvador (Foto: Natally Acioli)
Prédio onde o ex-ministro Geddel Vieira Lima mora com a família em Salvador (Foto: Natally Acioli)
Casa da mãe de Geddel
Job Brandão disse à Polícia Federal que recebia dinheiro do ex-ministro para contar na casa da mãe de Geddel, que mora no mesmo prédio do peemedebista, em um condomínio de luxo de Salvador.
Ele também explicou aos investigadores que as quantias variavam de R$ 50 mil a R$ 100 mil e chegavam em pacotes de papel pardo. Às vezes, segundo o ex-assessor, as cédulas apareciam soltas ou envoltas em fitas.

O ex-secretário parlamentar afirmou ainda que não sabia de onde vinha o dinheiro e nem para onde era enviado depois que ele contabilizava as notas. Ele disse que a contagem era feita em uma sala reservada, que funcionava como uma espécie de gabinete.

Fonte: G1

Quanto os estados vão movimentar durante a Black Friday?

A Black Friday se tornou a maior data de vendas para o comércio eletrônico do Brasil. Em 2017, o evento vai ocorrer nesta sexta-feira (24). A partir do histórico das edições anteriores e com base no tráfego do portal BlackFriday.com.br, idealizador da ação no país, foi possível traçar uma estimativa de quanto parte dos estados vão arrecadar neste período. Confira:

São Paulo – R$ 800 milhões

Rio de Janeiro – R$ 280 milhões

Minas Gerais – R$ 250 milhões

Paraná – R$ 130 milhões

Rio Grande do Sul – R$ 108 milhões

Pernambuco – R$ 62 milhões

Ceará – R$ 61 milhões

Mato Grosso – R$ 22 milhões

Fonte: Notícias ao Minuto

Ministério da Transparência cobra avaliação do Inovar-Auto

Relatório interno produzido pelo Ministério da Transparência critica a formulação de uma nova política sem que os resultados do Inovar-Auto sejam comprovados

O governo enfrentará resistência dos órgãos de controle caso lance um novo programa de estímulo à indústria automotiva. Relatório interno produzido pelo Ministério da Transparência critica a formulação de uma nova política sem que os resultados do Inovar-Auto sejam comprovados.

A reportagem teve acesso ao documento. Entre março e junho deste ano, a Transparência analisou informações sobre o monitoramento feito pelo governo sobre o Inovar-Auto, programa que será encerrado no final deste ano.

Uma das constatações dos técnicos é que o grupo de trabalho que faria essa análise só se reuniu em junho deste ano, a poucos meses do fim do programa. Além disso, estudo encomendado pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento) em 2016 tampouco obteve uma resposta.

A falta de avaliação, afirma o relatório, “impossibilita a oportuna realimentação do processo de formulação do arcabouço normativo do novo ciclo de política automotiva, com início previsto para 2018”.

O secretário do MDIC Igor Calvet admite que as avaliações de impacto não foram feitas, mas defende que essas análises sejam realizadas após a vigência do programa. Para ele, os impactos do Inovar-Auto serão avaliados no primeiro semestre de 2018.

Apesar disso, Calvet afirma que, com base em infor- mações prestadas pelas montadoras, houve um ganho de eficiência médio de 15,4% dos automóveis fabricados no Brasil desde o início do Inovar-Auto. A meta mínima estipulada pelo governo era de 12%.

Calvet defende que o Rota 2030 tenha uma governança que inclua também empresários e trabalhadores, que poderão rediscutir as metas a cada cinco anos.

Não é a primeira vez que o governo é repreendido. Em maio, programas de subsídios do governo também foram questionados pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

Em maio, um relatório apontou aumento de gastos do governo com programas como o FAT e o BNDES sem que ficassem comprovados os resultados.

O Ministério da Fazenda tenta reduzir progressivamente esses benefícios. Já no Desenvolvimento, os setores pressionam para que essas políticas de incentivo sejam mantidas como forma de estimular o crescimento econômico para a geração de emprego. No entanto, até o momento, não houve um levantamento preciso que demonstre a eficácia desses benefícios para a economia. Com informações da Folhapress.

Fonte: Notícias ao Minuto